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domingo, 23 de agosto de 2026

STF consolida dever dos municípios de proteger cães e gatos – a situação deixa de ser uma escolha do gestor e passa a ser obrigação legal




O cuidado com cães e gatos abandonados ou vítimas de maus-tratos ganhou um novo contorno jurídico no Brasil, pois a proteção dos animais em situação de abandono deixou de ser compreendida como mera faculdade administrativa. Em recente decisão, o Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou o entendimento de que a omissão do poder público municipal pode justificar a fiscalização e medida ministerial do Ministério Público e intervenção do Poder Judiciário para assegurar a implementação de políticas públicas voltadas ao acolhimento e tratamento de cães e gatos abandonados. 

O ponto central do julgamento está na possibilidade de intervenção do Poder Judiciário em políticas públicas. Segundo o entendimento reafirmado pelo ministro André Mendonça, embora a formulação e a execução de políticas públicas pertençam, em regra, à Administração, a Justiça pode atuar em situações excepcionais de inércia do poder público para determinar o cumprimento de deveres constitucionais relacionados à proteção ambiental e à saúde pública. Para o STF, essa atuação não representa, por si só, violação ao princípio da separação dos Poderes. 

Isso não significa, contudo, que todo município esteja automaticamente obrigado a construir um canil ou gatil próprio. O entendimento firmado admite que a obrigação seja cumprida por diferentes meios, desde que exista uma política pública efetiva e capaz de atender à demanda. Entre as alternativas estão a criação de estrutura municipal própria ou a celebração de convênios e parcerias com organizações e entidades do terceiro setor dedicadas à proteção animal. 

Na prática, a decisão abre espaço para que municípios organizem políticas permanentes de proteção animal, em vez de ações isoladas ou emergenciais. Dependendo da realidade local, essas políticas podem envolver mecanismos de resgate e acolhimento, atendimento médico-veterinário, tratamento de animais vítimas de maus-tratos, controle populacional por meio de castrações, campanhas de adoção responsável e ações educativas destinadas à população. O próprio caso julgado pelo STF deixa claro, todavia, que a escolha da estratégia administrativa continua cabendo ao município, desde que não haja omissão grave ou deficiência incompatível com o dever constitucional de proteção. 

Outro aspecto importante é o papel do Ministério Público. Diante de uma situação concreta de abandono institucional, deficiência grave ou ausência de medidas mínimas de proteção, o órgão pode fiscalizar a atuação municipal e recorrer aos instrumentos judiciais disponíveis para exigir o cumprimento das obrigações constitucionais. A decisão também não transfere para as prefeituras a responsabilidade de quem abandona um animal. São obrigações distintas. O poder público possui o dever constitucional de estruturar políticas de proteção e acolhimento, mas a pessoa que abandona, maltrata ou deixa de garantir os cuidados necessários ao animal continua sujeita à responsabilização prevista na legislação. Para cães e gatos, a Lei nº 14.064/2020 elevou a pena para maus-tratos, e o abandono é tratado pelas autoridades como uma forma de maus-tratos. 

Mais do que uma discussão sobre a construção de abrigos, o julgamento do STF representa uma mudança de perspectiva sobre a responsabilidade do Estado diante da população animal em situação de vulnerabilidade. A questão deixa de ser apenas se determinada prefeitura “quer” ou “pode” desenvolver uma política de proteção e passa a envolver aquilo que a Constituição já determina: a obrigação de impedir a crueldade e assegurar medidas concretas de proteção à fauna. A Administração mantém liberdade para escolher como agir, mas não para simplesmente permanecer inerte diante de uma situação grave e comprovada. 

Em outras palavras, a decisão não cria uma obrigação de construir um canil ou um gatil em cada município, nem elimina a responsabilidade de quem abandona um animal. O que o STF reforça é algo mais amplo: quando houver omissão grave, o município pode ser chamado a responder e a Justiça pode determinar que uma política pública efetiva de proteção animal seja colocada em prática. Foi justamente por meio de uma ação civil pública que o caso de Catanduva (SP) chegou ao Judiciário e, posteriormente, ao STF. 

Em decisão unânime, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a determinação para que o Município de Catanduva (SP) disponibilize estrutura adequada para acolhimento e tratamento de animais abandonados ou, alternativamente, celebre parcerias com entidades do terceiro setor. O julgamento ocorreu no Agravo Regimental no Agravo em Recurso Extraordinário (ARE) 1.586.753/SP, relatado pelo ministro André Mendonça, e o acórdão foi publicado em 30 de março de 2026, mas o caso só ganhou repercussão neste mês de agosto, após o Ministério Público de alguns Estados ingressarem com ações contra alguns gestores de municípios. 

A decisão reafirma um princípio que vai além da simples conveniência administrativa: a proteção da fauna constitui dever constitucional do poder público. O artigo 225 da Constituição Federal determina que cabe ao Estado proteger a fauna e veda práticas que submetam os animais à crueldade. O próprio STF já consolidou, em diferentes julgamentos, que essa proteção possui natureza constitucional e não pode ser afastada pela alegação genérica de limitações administrativas.

sábado, 22 de agosto de 2026

Quebrando o Silêncio 2026 mobiliza Jucuruçu contra a violência à pessoa idosa

 


A cidade de Jucuruçu viveu, neste sábado, 22 de agosto de 2026, um importante momento de conscientização e mobilização social com a campanha “Quebrando o Silêncio”, promovida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Neste ano, a iniciativa trouxe como tema central a violência contra a pessoa idosa, chamando a atenção da população para uma realidade que muitas vezes acontece de forma silenciosa, inclusive dentro do próprio ambiente familiar.

Com o tema “Idosos em Risco — A violência que atinge quem mais precisa de cuidado”, a campanha levou às ruas de Jucuruçu uma mensagem de respeito, proteção e valorização das pessoas idosas.

Os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia iniciaram uma caminhada no bairro Califórnia, percorrendo as principais ruas da cidade. Durante o trajeto, a mobilização buscou conscientizar moradores sobre os diferentes tipos de violência que podem atingir a população idosa, como agressões físicas, violência psicológica, abandono, negligência, exploração financeira e patrimonial, além de outras violações de direitos.

A caminhada foi encerrada com uma celebração na praça principal de Jucuruçu, reunindo participantes e moradores em um momento de reflexão sobre a responsabilidade das famílias e de toda a sociedade na proteção daqueles que construíram parte da história do município.

A campanha reforça que a violência contra idosos nem sempre deixa marcas visíveis. Em muitos casos, ela se manifesta por meio do isolamento, da humilhação, do abandono ou até mesmo da apropriação indevida de aposentadorias e outros recursos financeiros.

Em uma cidade como Jucuruçu, onde muitas famílias convivem entre a sede, os bairros e as comunidades rurais, o debate ganha ainda mais importância. A proteção da pessoa idosa precisa ultrapassar campanhas e datas específicas, tornando-se uma responsabilidade permanente das famílias, das instituições, do poder público e de toda a comunidade.

A mensagem deixada pelo Quebrando o Silêncio 2026 é clara: respeitar, cuidar e proteger os idosos é reconhecer sua história, sua experiência e sua contribuição para Jucuruçu.

Casos de violência ou violação dos direitos da pessoa idosa podem ser denunciados pelo Disque 100, canal nacional de denúncia de violações dos direitos humanos.

Diocese de Teixeira de Freitas/Caravelas promove formação sobre saúde mental e riscos psicossociais no trabalho


Com o tema “Saúde Mental no Trabalho: que ambiente estamos construindo para as pessoas?”, a atividade teve como principal objetivo ampliar a compreensão sobre os fatores que podem afetar a saúde emocional dos trabalhadores, além de incentivar práticas de prevenção e cuidado dentro das instituições. 



A formação central foi conduzida pela psicóloga ocupacional Juscilene Meira, que abordou os desafios relacionados à saúde mental no cotidiano profissional e a necessidade de identificar situações capazes de gerar sofrimento, estresse, sobrecarga e outros impactos à qualidade de vida dos trabalhadores.

 

A programação também contou com a participação de Dom Aldemiro Santos Sena, bispo diocesano, que trouxe uma reflexão sobre o cuidado com as pessoas e o compromisso institucional com aqueles que atuam diariamente na missão da Igreja. 

Outro momento da manhã foi a vivência de musicoterapia, conduzida por Erílio Júnior e Ilke, proporcionando aos participantes uma experiência de integração, acolhimento e reflexão por meio da música. 

A programação incluiu ainda uma contribuição jurídica on-line da advogada Dra. Liliane Santos, que tratou de temas como direitos e deveres no ambiente profissional, prevenção dos riscos psicossociais, NR-1 e responsabilidade institucional. 


A discussão sobre saúde mental no trabalho ganhou espaço nas organizações justamente pela necessidade de compreender que as condições de trabalho podem influenciar diretamente o bem-estar físico e emocional das pessoas. Pressão excessiva, falta de apoio, conflitos, assédio, jornadas desgastantes, ausência de reconhecimento e ambientes pouco acolhedores estão entre os fatores que podem contribuir para o surgimento de riscos psicossociais. 

Nesse contexto, iniciativas de formação e conscientização ajudam instituições e trabalhadores a reconhecer sinais de sofrimento, fortalecer relações profissionais mais respeitosas e desenvolver estratégias de prevenção. 

Ao abordar o tema dentro da própria estrutura diocesana, a Diocese de Teixeira de Freitas/Caravelas reforça a compreensão de que o cuidado com as pessoas precisa fazer parte da rotina institucional e não apenas ser lembrado diante de situações de crise. 

Mais do que discutir normas e responsabilidades, a proposta da formação foi estimular uma cultura de cuidado, escuta, prevenção e responsabilidade, reconhecendo que um ambiente saudável depende também da forma como as pessoas são acolhidas, respeitadas e valorizadas. 

A iniciativa deixa uma mensagem que sintetiza o propósito do encontro: “Cuidar de quem cuida também é missão.”/Bahiaextremosul

Jucuruçu: afinal, o que está sendo feito pela administração municipal?

 



Gente, vamos focar na realidade de Jucuruçu, administrativamente falando. O quê o prefeito Lili está fazendo no município de Jucuruçu, há não ser pagamento e reformas de praças para vender os Paralelepípedos para a Prefeitura, onde ele mesmo administra?

Enquanto isso, a população continua esperando por melhorias em diversas áreas do município. É preciso discutir a realidade de Jucuruçu e cobrar respostas sobre as prioridades da administração pública.

A pergunta que fica é: quais são as principais ações e investimentos que estão sendo realizados para atender às necessidades da população de Jucuruçu? A comunidade precisa acompanhar fiscalizar e cobrar transparência na aplicação dos recursos públicos.

Jucuruçu precisa de desenvolvimento, infraestrutura, estradas em boas condições, saúde, educação e investimentos que realmente tragam benefícios para toda a população. O debate deve ser sobre a realidade administrativa do município e sobre aquilo que está sendo feito, ou deixando de ser feito, em benefício do povo. 

Jucuruçu: a população pode contar com a Câmara de Vereadores?

Diante dos questionamentos sobre a administração municipal, surge uma pergunta que merece resposta: a população de Jucuruçu pode realmente contar com a Câmara de Vereadores para fiscalizar o Executivo?

A população espera dos vereadores uma atuação independente, transparente e comprometida com a fiscalização dos recursos públicos. Mais do que discursos, a comunidade precisa de ações, cobranças e respostas concretas.

Afinal, quem fiscaliza o prefeito quando surgem dúvidas sobre obras, contratos e investimentos públicos?

Por que a fila do SUS mata? Os gargalos estruturais por trás da espera na saúde pública

 


A cena é recorrente nos telejornais e nos prontos-socorros de todo o país: pacientes que aguardam meses — às vezes anos — por uma cirurgia eletiva, um exame de imagem ou a avaliação de um especialista. Para cerca de 70% da população brasileira que depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), essa espera não representa apenas um incômodo burocrático; ela é, muitas vezes, uma sentença de morte silenciosa.

Mas por que, décadas após a criação do sistema que é referência mundial em transplantes e imunização, as filas continuam ceifando vidas? Especialistas apontam que o problema não reside em uma única falha, mas em uma engrenagem complexa de desfinanciamento, má gestão e gargalos logísticos.

Os Principais Fatores do Colapso na Fila

1. Subfinanciamento crônico e restrições orçamentárias

O volume de recursos aplicados em ações e serviços públicos de saúde historicamente caminha no limite — ou abaixo — do necessário para atender às demandas de uma população em rápido envelhecimento. Relatórios de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), apontam que a expansão das necessidades assistenciais pressiona o orçamento federal e estadual, gerando um descompasso entre o custo real da saúde e o montante efetivamente aportado.

2. A fragmentação da rede e falhas na regulação

O acesso aos procedimentos de alta e média complexidade depende de um sistema informatizado de regulação (as centrais de vagas). Contudo, a integração deficiente entre os municípios, os estados e o governo federal faz com que o fluxo de pacientes trave. Muitas vezes, há vagas ociosas em uma região, enquanto pacientes morrem na fila de outra cidade por falta de repactuação interestadual ou intermunicipal eficiente.

3. A transição demográfica e o perfil das doenças

O Brasil envelhece em ritmo acelerado. Com o aumento da expectativa de vida, cresce também a incidência de doenças crônicas não transmissíveis — como cardiopatias, câncer e problemas neurológicos. Essas patologias exigem diagnósticos precoces e tratamentos contínuos. Quando um exame de rastreamento ou uma cirurgia oncológica demora meses para ser autorizada, uma doença tratável em estágio inicial evolui rapidamente para um quadro irreversível.

4. O gargalo na atenção primária e a escassez de especialistas

A porta de entrada do SUS deveria ser a Atenção Primária à Saúde (os postos de saúde e equipes de Saúde da Família). Quando essa base é enfraquecida por falta de médicos, infraestrutura precária ou sobrecarga, ela deixa de resolver os problemas na raiz. Consequentemente, sobrecarrega os pronto-socorros e as filas de especialistas (como cardiologistas, oncologistas e ortopedistas), onde a espera atinge seus patamares mais críticos.

O Custo Humano da Demora

Estudos de impacto social demonstram que uma parcela expressiva da classe média e baixa sofre agravamentos severos em sua condição clínica enquanto aguarda atendimento. O tempo perdido na fila transforma condições de saúde que poderiam ser controladas em emergências hospitalares de alto custo para o próprio Estado — e de tragédia irreparável para as famílias.

Enquanto o debate político frequentemente recai sobre remanejamentos pontuais de verbas, gestores e sanitaristas reforçam que a solução passa por uma reestruturação profunda da governança do SUS, priorizando a transparência nas listas de espera, a digitalização e integração real de dados médicos em âmbito nacional, e a garantia de um financiamento estável e condizente com as necessidades reais do povo brasileiro.

Por/Jucurunet 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Familiares procuram por irmã de José Ferreira de Souza

 


Um apelo emocionante está sendo feito para ajudar o senhor José Ferreira de Souza, de 64 anos, que atualmente se encontra no povoado de São João do Sul, no município de Guaratinga, e procura por familiares.

Há informações de que seu José seja natural de Palmópolis (MG), município localizado na região do Vale do Jequitinhonha.

O principal desejo de seu José é reencontrar sua irmã, Iraci Rio Porto, de quem procura notícias. A família pode estar em alguma cidade de Minas Gerais ou em outra região do país.

Por isso, o Jucurunet pede a colaboração da população. Se você conhece Iraci Rio Porto ou possui qualquer informação que possa ajudar José Ferreira de Souza a reencontrar sua irmã e outros familiares, entre em contato.

📞 Telefone para informações: (73) 98142-3074
Falar com 
Mestre Ferreira.

Compartilhe esta informação. Um simples compartilhamento pode ajudar a reunir uma família depois de muitos anos./ Ferreirinha Neris

Irmãos pedem orações pela recuperação de Edigar Ferreira de Souza após grave acidente

 


Edigar Ferreira de Souza, morador de Jucuruçu, ficou ferido após sofrer um grave acidente de moto na ponte de acesso ao distrito de Coqueiro, na noite deste domingo (16).

Segundo informações, Edigar caiu da ponte por volta das 18h e permaneceu durante toda a noite em uma área abaixo da estrutura, sendo localizado somente na manhã desta segunda-feira (17), ainda com vida e consciente.

Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Jucuruçu. Informações preliminares apontam fraturas nas costelas e em um dos braços, além de fortes dores.

Familiares e amigos estão mobilizados e pedem orações pela recuperação de Edigar, descrito pelos irmãos como um homem trabalhador e excelente pedreiro. A comunidade considera sua sobrevivência após horas no local um grande livramento.

A família agradece a todos que puderem se unir em oração pela recuperação de Edigar.

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Homem sofre grave acidente demoto, passa a noite no mato e é encontrado com vida em Jucuruçu.

Rua principal de Jucuruçu - Bahia, 3 de março de 2024.

Jucuruçu - Bahia. Pedaço bom do Brasil.