Por/Jucurunet – 06 de abril de 2026
Uma das mais
marcantes tradições culturais de Jucuruçu parece ter chegado ao fim. A
tradicional “Queima do Judas”, que por muitos anos reuniu moradores da cidade e
visitantes de diversas localidades, não foi realizada mais uma vez, gerando
tristeza e sentimento de perda entre a população.
O evento, que
acontecia geralmente no período da Semana Santa, simbolizava um momento de
encontro, reflexão e também de descontração, mantendo viva uma prática cultural
passada de geração em geração.
Moradores mais
antigos relatam que a tradição era aguardada com ansiedade, principalmente
pelas famílias e crianças, que se reuniam para acompanhar a encenação e a
queima do boneco representando Judas Iscariotes.
Além do valor
simbólico, a celebração também movimentava a cidade, atraindo pessoas de
comunidades vizinhas e fortalecendo o comércio local, ainda que de forma
simples.
Nos últimos
anos, no entanto, a ausência do evento tem sido cada vez mais sentida. Fatores
como falta de incentivo, organização e apoio cultural podem ter contribuído
para o desaparecimento da tradição.
Para muitos, o
fim da “Queima do Judas” representa mais do que o cancelamento de um evento: é
o enfraquecimento da identidade cultural do município.
“Era um momento
único, onde todo mundo se reunia. Hoje fica só a saudade”, relatou um morador.
A população
agora se questiona se ainda há possibilidade de resgatar a tradição ou se ela
ficará apenas na memória de quem viveu os tempos em que Jucuruçu era palco
dessa manifestação cultural.
Enquanto isso,
o silêncio no lugar onde antes havia celebração reforça o sentimento de
abandono cultural.
Fica o alerta: preservar as tradições é manter viva a história de um povo.