A situação da Creche João e Maria, em Jucuruçu, ganha novos contornos de indignação.
Além de nunca ter sido concluída, a obra pública, que deveria atender até 250
crianças, está sendo utilizada atualmente como alojamento e depósito, segundo denúncias de moradores.
Vinculada ao Programa de Aceleração do Crescimento e com
recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação, a creche tinha prazo de entrega previsto para maio de 2015.
Mais de uma década depois, o que se vê é uma estrutura abandonada, sem qualquer
função educacional.
Relatos apontam que
o espaço foi apropriado de forma irregular, servindo para fins particulares, o
que agrava ainda mais a situação. O uso indevido de um prédio público levanta
questionamentos não apenas sobre o abandono da obra, mas também sobre a
fiscalização por parte das autoridades competentes.
Enquanto isso,
crianças seguem sem acesso a vagas em creche, e famílias continuam enfrentando
dificuldades no dia a dia. O equipamento, que poderia contribuir diretamente
para a educação infantil e o desenvolvimento social do município, está
completamente descaracterizado de sua finalidade original.
O caso
escancara um problema recorrente: obras públicas inacabadas que, além de não
atenderem à população, acabam sendo ocupadas ou utilizadas de forma irregular.
Diante dos fatos, a cobrança da comunidade se intensifica:
Quem é o responsável por permitir que um patrimônio público, financiado com recursos federais, esteja sendo usado como alojamento e depósito? E quando essa obra será, de fato, concluída e entregue à população de Jucuruçu?