Um clima de revolta tomou conta da comunidade
de São José do Monte Negro, conhecido como “Refugado”, zona rural de Jucuruçu, após anos de queixas sobre abandono
por parte do poder público municipal.
Na noite desta
semana, moradores da localidade atearam fogo na ponte que dá acesso ao povoado.
Segundo relatos da própria comunidade, o ato não teria sido motivado por
vandalismo, mas sim por indignação diante da falta de infraestrutura básica.
De acordo com
populares, a região enfrenta sérios problemas nas estradas vicinais, que
estariam praticamente intransitáveis, dificultando o tráfego de veículos, o
escoamento da produção rural e o transporte escolar.
A situação das
pontes também é alvo de constantes reclamações. Moradores afirmam que diversas
estruturas estão comprometidas, colocando em risco quem precisa atravessá-las
diariamente.
Outro ponto
crítico é a área da saúde. Segundo relatos, a comunidade sofre com a ausência
de atendimento regular e enfrenta dificuldades para conseguir transporte até a
sede do município em casos de emergência.
“Não temos
representante. O prefeito só quis nossos votos e depois nos deixou esquecidos”,
desabafou um morador, que preferiu não se identificar.
As críticas são
direcionadas ao prefeito Arivaldo de Almeida
Costa, conhecido como Lili. Parte da população afirma que a gestão tem
sido ausente em relação às demandas da zona rural.
A queima da
ponte, segundo lideranças locais, simboliza um grito de socorro da comunidade,
que se sente abandonada e sem perspectivas de melhorias.
Apesar da
tensão, muitos moradores defendem que o problema só será resolvido com diálogo
e ações concretas por parte da administração municipal.
Até o
fechamento desta matéria, a Prefeitura de Jucuruçu não havia se pronunciado
oficialmente sobre o ocorrido.
A comunidade pede providências urgentes para
recuperação das estradas, reconstrução da ponte e melhoria no atendimento à saúde,
antes que novos episódios de revolta voltem a acontecer.
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