Teixeira de Freitas: Na manhã deste sábado (28), a Polícia Civil, por meio da 8ª COORPIN e do Núcleo de Homicídio, liderada pelos delegados Willian Pereira e o coordenador Ricardo Amaral, em conjunto com o Departamento de Polícia Técnica (DPT), 87ª CIPM, ROMU e Departamento de Trânsito, realizou uma nova fase das investigações para a conclusão do caso que vitimou Romildo André Pereira, 47 anos, o mototaxista conhecido como "Ró".
O corpo de "Ró" foi encontrado no dia 12 de março, após seu desaparecimento registrado no dia 9. As investigações conduzidas pela Polícia Civil, que ouviu testemunhas e analisou câmeras de segurança, levaram à identificação do autor do crime: Carlos Henrique de Jesus, 23 anos.

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A Confissão e a Motivação
A Polícia representou pela prisão preventiva do acusado. Após buscas, Carlos Henrique se apresentou espontaneamente acompanhado de seu advogado, Ramon Soares Guedes. Em oitiva, ele confessou a autoria do crime e afirmou que a motivação teria sido uma discussão sobre o valor cobrado pela corrida.
Segundo o acusado, após uma discussão e vias de fato, ele teria golpeado "Ró" com uma faca. No entanto, no Instituto Médico Legal (IML) de Teixeira de Freitas, nenhuma marca de tiros ou facada foi encontrada no corpo da vítima, o que gerou dúvidas sobre a dinâmica do crime.

A Reprodução Simulada
Durante a reprodução simulada realizada neste sábado, o autor relatou sua versão detalhadamente aos peritos. Ele voltou a confirmar a discussão e as vias de fato, acrescentando que, ao cair, atingiu "Ró" com um chute e, em seguida, desferiu o golpe de faca. O acusado disse que, após atingir o mototaxista, ele foi empurrado para uma área de mata, e logo depois ele jogou a motocicleta.
O acusado mostrou e apontou em imagens e também em um colaborador que simulou ser a vítima como teria ocorrido o início da briga, o local do golpe e a dinâmica das agressões. Os peritos colheram as informações e realizaram o detalhamento de cada situação narrada.
Pontos que Ainda Precisam ser Esclarecidos
Apesar da confissão, algumas dúvidas persistem e seguem sendo investigadas:
· O corpo não apresentar a lesão de arma branca afirmada pelo autor
· A moto ser encontrada em perfeito estado, mesmo com o autor afirmando tê-la jogado de um local íngreme
· O paradeiro da arma do crime e dos capacetes
· Se o autor retornou ao local após o crime
· Se houve ajuda para ocultar a motocicleta e o corpo
Os peritos e delegados acompanharam o autor até o local onde ele afirmou ter abandonado os capacetes, mas nada foi encontrado.
Declarações dos Delegados

Após a reprodução simulada, nossa equipe conversou com os delegados Ricardo Amaral e Willian Pereira. O coordenador da 8ª COORPIN destacou a importância do trabalho conjunto:
"Ótimo trabalho do Núcleo de Homicídio, e apoio da Polícia Militar, ROMU e do Departamento de Polícia Técnica, que através da versão do autor, detalhou o que segundo ele teria ocorrido, e isso contribui para tudo que já foi levantado pelas investigações. Agora o belo trabalho do delegado Willian Pereira ganha elementos que vão contribuir para confirmar o que de fato aconteceu e como o Romildo foi morto", disse o delegado Ricardo Amaral.

Próximos Passos
Nossa equipe acompanhou toda a reprodução simulada e aguarda a conclusão do inquérito policial e o laudo pericial final, que irá apontar a causa da morte do mototaxista. As investigações seguirão para esclarecer toda a dinâmica que levou à morte do trabalhador e saudoso Romildo André Pereira, o "Ró"./Liberdadenews