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Essa incumbência seria a função da Câmara de Vereadores de Jucuruçu.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Êxodo intelectual em Jucuruçu: quem tenta retornar é boicotado

 


Reflexão do dia a dia do povo de Jucuruçu

Jucuruçu e o êxodo dos seus filhos: entre sonhos, frustrações e resistência.

Agora a pouco, em uma conversa sincera, refletíamos sobre uma realidade que há tempos inquieta o coração de muitos jucuruçuenses: saímos da nossa terra em busca de estudo, oportunidades e crescimento, mas a grande maioria não deseja — ou não consegue — voltar.

É um fenômeno silencioso, porém profundo. Jovens deixam Jucuruçu com esperança de um futuro melhor, constroem carreiras em outras cidades, mas, ao pensarem em retornar, encontram barreiras, desânimo e, em alguns casos, rejeição.

Os poucos que desejam voltar e fazer algo além da própria profissão — empreender, inovar, contribuir com o desenvolvimento local — muitas vezes enfrentam boicotes, resistência política, falta de apoio institucional e até desconfiança da própria comunidade.

O sentimento é de frustração. Quem tenta transformar a realidade local acaba sendo visto como ameaça, concorrência ou incômodo, em vez de ser reconhecido como agente de progresso.

Essa dor não é apenas coletiva, é pessoal. Sinto a dor dele, pois passei por isso no ano passado. A tentativa de contribuir, de plantar algo novo em nossa própria terra, pode se tornar um caminho solitário e desgastante.

Jucuruçu perde talentos, perde ideias, perde força produtiva. E o mais triste: perde a chance de crescer com seus próprios filhos.

Enquanto isso, muitos que permanecem aqui continuam enfrentando dificuldades diárias: falta de oportunidades, carência de investimentos, descaso do poder público e a sensação constante de abandono.

A pergunta que ecoa é: por que nossa cidade não cria condições para acolher de volta quem quer ajudar a transformá-la?

Valorizar os filhos da terra, incentivar o retorno dos profissionais formados e apoiar iniciativas locais não é favor — é estratégia de desenvolvimento.

Jucuruçu precisa romper o ciclo da exclusão, do boicote e da desunião. Precisa transformar dor em força, crítica em ação e saudade em oportunidade.

Porque uma cidade só cresce de verdade quando aprende a cuidar de quem nasceu nela — e de quem deseja voltar para fazê-la crescer.

Por/Jucurunet

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Rua principal de Jucuruçu - Bahia, 3 de março de 2024.

Jucuruçu - Bahia. Pedaço bom do Brasil.