A comunidade do Córrego do Chumbo, no
município de Jucuruçu, decidiu não esperar mais pelo poder público e colocou a
mão na massa para melhorar as condições da estrada da região.
Cansados de
promessas e da falta de ações concretas, moradores e trabalhadores rurais se
uniram, arrecadaram recursos e contrataram máquinas para realizar os serviços
necessários. Segundo eles, a iniciativa partiu da necessidade urgente de
garantir o direito de ir e vir.
“Somos nós que
precisamos da estrada”, relatou um morador, ao destacar que a situação vinha
prejudicando o escoamento da produção agrícola, o transporte escolar e o acesso
a serviços básicos de saúde.
A mobilização da
comunidade chama atenção para uma realidade que, segundo relatos, tem se
tornado comum em diversas localidades da zona rural de Jucuruçu. Produtores e
famílias estariam pagando do próprio bolso para recuperar estradas e até
construir pontes improvisadas.
A ausência de
manutenção regular por parte da gestão municipal tem sido alvo de críticas
frequentes. Moradores afirmam que a sensação é de abandono, especialmente nas
regiões mais afastadas da sede.
Enquanto isso,
cresce nas redes sociais e nas conversas populares o comentário de que o
prefeito Lili estaria “de férias”, diante da falta de respostas efetivas aos
problemas estruturais do município.
A situação
levanta questionamentos importantes: até que ponto a população deve assumir
responsabilidades que são, constitucionalmente, do poder público?
A recuperação
feita pelos moradores demonstra união e força comunitária, mas também evidencia
a fragilidade da gestão na manutenção da infraestrutura rural.
A ação contou também com a participação
direta dos assentados do Assentamento Edmundo Gusmão, que se uniram ao
movimento e contribuíram com apoio financeiro e mão de obra. A união entre
pequenos produtores e trabalhadores rurais foi fundamental para que o serviço
fosse realizado.
A estrada do
Córrego do Chumbo é vital para dezenas de famílias que dependem dela
diariamente. Sem condições adequadas, o prejuízo é coletivo e atinge diretamente
a economia local.
A comunidade
segue cobrando providências, esperando que o Executivo municipal apresente
soluções definitivas e não apenas paliativas.
As críticas ao prefeito Lili aumentam na
mesma proporção em que surgem iniciativas comunitárias. Já há comentários de
que o gestor estaria ausente das demandas do interior, enquanto as comunidades
enfrentam dificuldades diárias.
A mobilização no Córrego do Chumbo e no Assentamento Edmundo Gusmão demonstra força e união, mas também escancara a insatisfação com a condução da infraestrutura rural no município.
Enquanto isso não acontece, quem precisa sobreviver no campo continua fazendo o que pode — mesmo que isso signifique arcar com custos que não deveriam ser seus.
Por/Jucurunet
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