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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Entre a saudade e a esperança: comunidade de Jucuruçu manda abraço aos conterrâneos em Portugal


De Jucuruçu para Lisboa: a saudade que atravessa o oceano 

Hoje o Jucurunet faz um retrospecto especial dedicado aos nossos conterrâneos de Jucuruçu que estão em Lisboa, Portugal.

Sabemos que existem jucuruçuenses espalhados pelo mundo inteiro. Mas foi a partir de 2020 que o fluxo para Portugal se tornou ainda mais intenso. Muitos filhos da nossa terra decidiram arrumar as malas. Buscaram oportunidades, sonhos e uma nova perspectiva de vida. A escolha não foi fácil.

Nunca é simples deixar para trás raízes profundas.
Hoje, queremos mandar um forte abraço a cada um de vocês. A comunidade de Jucuruçu torce muito pelo sucesso de todos. E guarda com carinho cada história vivida.

De Jucuruçu, na Bahia, para Lisboa, em Portugal.
Do interior acolhedor para a capital europeia cheia de movimento. É muito difícil falar sobre ir ou ficar.
É um dilema que mora no coração.

Lá tem amor.
Aqui tem trabalho.
Lá tem lazer.
Aqui tem rotina.
Lá tem família e grandes amigos.
Aqui tem a luta diária.
Lá tem comida caseira sempre.
Aqui é o que dá pra fazer por causa do tempo corrido.
Lá temos as nossas vontades.
Aqui temos deveres que não podem esperar.
Lá a grana é curta.
Aqui a gente se vira como pode.
Lá tem mensagem do tipo: “tô passando aí!”.
Aqui tem a pressa da vida moderna.
Lá tem a história que a gente escreveu.
Aqui a gente está desenhando o futuro.
Lá tem sono depois do almoço.
Aqui tem correria.
Lá tem domingo e festas em família.
Aqui, muitas vezes, domingos cansativos, dia de descansar para começar tudo de novo.
Lá a gente se sente em casa.
Aqui estamos criando nosso lar.

E há algo curioso que já se comenta entre os próprios conterrâneos.
Dizem que em Portugal já existem ruas onde o povo se sente em Jucuruçu.
Ruas onde o sotaque baiano ecoa forte.
Onde um encontra o outro por acaso.
Onde o “oxente” surge no meio da conversa.
Onde se fala de política da terra.
Onde se comenta das festas, das novidades e das histórias antigas.

Há bairros de Lisboa onde os jucuruçuenses se reconhecem de longe.
Nas calçadas movimentadas de Alfama.
Nas redondezas da Praça do Comércio.
Entre um turno de trabalho e outro.
Entre um café e uma conversa demorada.

Lisboa encanta com sua história.
A imponência da Torre de Belém.
A beleza do Mosteiro dos Jerónimos.
Mas, para muitos, o que realmente aquece o coração é encontrar um conterrâneo na esquina.

É ouvir alguém dizer:
“Você é de Jucuruçu também?”

E pronto.
A distância diminui.
A saudade aperta, mas também conforta.
Porque ninguém está sozinho.

O ano de 2020 marcou essa geração.
Foi o ano em que muitos decidiram atravessar o oceano.
Em meio a desafios globais.
Em meio a incertezas.
E mesmo assim foram.
Com fé.
Com coragem.
Com o coração dividido.

Lá é bom, mas é ruim.
Aqui é ruim, mas é bom.
Essa frase resume o sentimento de quem vive entre dois mundos.

Portugal ensina sobre disciplina.
Sobre novas culturas.
Sobre resistência.
Mas também reforça o valor das origens.

E a gente vai vivendo.
Aprendendo.
Crescendo.
Se ajudando nessa loucura que é “ir embora”.

Família e amigos… a saudade é imensa.
As chamadas de vídeo ajudam.
As mensagens diminuem a distância.
Mas o abraço ainda faz falta.

A todos os jucuruçuenses em Lisboa e em outras cidades de Portugal:
Recebam nosso carinho.
Recebam nossa admiração.
Recebam nosso respeito pela coragem.

Jucuruçu continua sendo casa.
Portugal pode ser oportunidade.
Mas as raízes seguem firmes.


E se hoje já existem ruas em Lisboa que parecem Jucuruçu,
é porque vocês levaram a nossa essência junto no coração.

Por/Jucurunet

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Rua principal de Jucuruçu - Bahia, 3 de março de 2024.

Jucuruçu - Bahia. Pedaço bom do Brasil.