Objetivo é investigar possíveis desvios de recursos, fraudes e corrupção em consórcios municipais baianos
Foi protocolado nesta quarta-feira (19), na Assembleia
Legislativa da Bahia (ALBA), um requerimento para a criação de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) voltada à investigação de supostas
irregularidades envolvendo consórcios públicos municipais no
estado.
O pedido — que tem como foco apurar fraudes, desvios
de verbas públicas e práticas de corrupção — já circula entre parlamentares e
pode ganhar força nos próximos dias, dependendo da adesão de assinaturas
necessárias para a instalação da comissão.
🎯 O que a CPI quer investigar
De acordo com o documento, a comissão pretende
aprofundar as apurações sobre:
·
Possíveis desvios
de recursos destinados a consórcios públicos
·
Irregularidades
em licitações e contratos firmados por essas entidades
·
Uso indevido de
verbas federais, estaduais e municipais
·
Eventuais
práticas de corrupção entre gestores e empresas privadas
Os consórcios públicos — que reúnem dois ou mais
municípios para a execução conjunta de serviços como saúde, saneamento,
resíduos sólidos e transporte — têm sido alvo crescente de atenção de órgãos de
controle, devido à pulverização de recursos e à menor transparência em algumas
regiões.
🏛️ Próximos passos
Agora, o requerimento segue para análise da Mesa
Diretora e depende da coleta de assinaturas de, no mínimo, 32 dos 63 deputados
estaduais para ser instalado. Caso o número seja atingido, a CPI terá prazo
determinado para diligências, oitivas e quebra de sigilos, se necessário.
📌 Contexto baiano
Nos últimos anos, o Tribunal de Contas dos Municípios
(TCM-BA), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e o Ministério Público
Estadual (MP-BA) já identificaram indícios de irregularidades em alguns consórcios
da Bahia, incluindo falhas na prestação de contas e suspeitas de
superfaturamento.
O estado, que é referência nacional com 30 consórcios
multifinalitários e 24 consórcios de saúde, também carrega episódios polêmicos
— como o escândalo dos respiradores do Consórcio Nordeste,
presidido à época pelo governador Rui Costa, que resultou em R$ 48,7 milhões
desviados e pedido de indiciamento na CPI da Covid do RN.
A CPI, se aprovada, representará um avanço no escopo
das investigações no próprio território baiano, com poder de convocação e
requisição de documentos.
A reportagem acompanha o desenrolar do processo e
trará atualizações assim que houver novas informações sobre adesões e possíveis
datas de instalação da comissão.
📢 Tem
informação ou denúncia sobre consórcios públicos na Bahia? Procure a redação
com garantia de anonimato.

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