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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Revolta toma conta de Jucuruçu: moradores acusam prefeito Lili de tentar enganar a população com mudança da data do São João

 


A mudança da data do tradicional São João de Jucuruçu para os dias 1º, 2 e 3 de julho continua provocando uma onda de revolta entre os moradores do município. Nas ruas, nas redes sociais e nas conversas do dia a dia, o sentimento predominante é de indignação com a decisão da gestão do prefeito Arivaldo de Almeida Costa, conhecido como Lili.

Durante décadas, a festa sempre foi realizada nos dias 23 e 24 de junho, preservando uma tradição que faz parte da história e da identidade cultural do povo jucuruçuense. Agora, a alteração anunciada pela Prefeitura tem sido vista por muitos moradores como um desrespeito às tradições do município.

A justificativa apresentada pela administração municipal foi a de que os cachês dos artistas estariam muito elevados no período junino. Entretanto, esse argumento não convenceu grande parte da população. Muitos questionam como essa explicação pode ser aceita quando a programação divulgada não conta com atrações de grande destaque nacional.

"Estão querendo fazer o povo de besta", afirmam diversos moradores, que cobram uma explicação mais clara para a mudança. Para eles, faltou transparência e respeito com a população, que esperava a manutenção da tradição.

Outro ponto levantado por moradores e lideranças locais é que a nova data favorece a participação de visitantes de cidades vizinhas, após o encerramento dos festejos juninos da região. Entre a população, surgiram especulações de que essa escolha poderia atender a interesses políticos. Até o momento, porém, não há comprovação pública de que a alteração tenha ocorrido por esse motivo.

A insatisfação também se concentra na defesa da cultura local. Muitos lembram que o São João de Jucuruçu sempre foi motivo de orgulho para o município e que mudar sua data histórica representa, na visão de parte da comunidade, mais um golpe contra as tradições da cidade.

Diante das críticas, moradores esperam que a Câmara Municipal acompanhe de perto a realização do evento, fiscalizando a aplicação dos recursos públicos, a legalidade da mudança e garantindo total transparência na organização da festa.

Enquanto isso, cresce o sentimento de que a população merece respostas objetivas. Para muitos jucuruçuenses, tradição, respeito e transparência deveriam estar acima de qualquer decisão administrativa.

O povo de Jucuruçu não aceita ser tratado como bobo

O São João de Jucuruçu sempre foi muito mais do que uma festa. É uma tradição construída por gerações, um patrimônio cultural que faz parte da identidade do nosso povo. Por isso, a decisão da gestão do prefeito Arivaldo de Almeida Costa, conhecido como Lili, de retirar a festa das tradicionais datas de 23 e 24 de junho causou indignação e revolta em grande parte da população.

A justificativa apresentada pela Prefeitura — de que os cachês dos artistas estariam elevados durante o período junino — não convenceu muitos moradores. Para quem acompanha a programação anunciada, a explicação deixou mais dúvidas do que respostas, alimentando a sensação de que a população não recebeu esclarecimentos suficientes.

O que mais revolta é a impressão de que a tradição do município foi colocada em segundo plano. O São João de Jucuruçu não pertence a um prefeito nem a um governo. Ele pertence ao povo, que durante décadas manteve viva essa celebração.

Nas ruas, o sentimento é de desrespeito. Muitos moradores afirmam que a gestão tenta convencer a população de uma versão que, para eles, não explica de forma satisfatória a mudança das datas. Também circulam interpretações de que a alteração poderia favorecer interesses políticos ou aumentar o público após o encerramento das festas em cidades vizinhas. Até o momento, porém, não há comprovação pública de que essa tenha sido a motivação da decisão.

Independentemente das razões, uma coisa é certa: quando um governo toma uma decisão que afeta diretamente uma tradição popular, tem o dever de prestar contas com total transparência. O povo merece explicações claras, respeito e participação.

Jucuruçu já perdeu muito de suas tradições nos últimos anos. Agora, ver o seu principal festejo junino ser retirado das datas que marcaram sua história aumenta a sensação de abandono entre muitos moradores.

O cidadão jucuruçuense não quer discursos prontos. Quer respeito. Quer transparência. Quer que sua cultura seja valorizada. Afinal, tradição não se improvisa, não se transfere por conveniência e não pode ser tratada como um detalhe administrativo.

O povo de Jucuruçu merece ser ouvido, respeitado e tratado com seriedade.

Por/Jucurunet

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Rua principal de Jucuruçu - Bahia, 3 de março de 2024.

Jucuruçu - Bahia. Pedaço bom do Brasil.