A
comunidade da Sombra, no município de Jucuruçu, voltou a manifestar indignação
diante da situação da Escola Sombra da Tarde, que permanece fechada desde o ano
passado por determinação da administração municipal.
Moradores
denunciam que o prédio, que deveria estar servindo à educação das crianças da
comunidade, apresenta sinais de abandono e deterioração.
A situação tem
provocado revolta entre famílias e moradores da região, que questionam a
decisão de fechar uma unidade escolar localizada dentro da própria comunidade.
Imagens
registradas nesta quarta-feira, 2 de setembro, mostram problemas na estrutura
da escola.
Parte do
revestimento de cerâmica da fachada já está se soltando e caindo no chão.
O fato chama
ainda mais atenção porque, segundo moradores, intervenções e reformas foram
realizadas no prédio há pouco tempo.
Agora, a
população questiona a qualidade dos serviços executados e a aplicação dos
recursos públicos destinados à estrutura.
Para os
moradores, é difícil aceitar que um prédio escolar aparentemente em condições
de funcionamento tenha sido fechado e deixado sem utilização.
O fechamento da
Escola Sombra da Tarde também trouxe consequências diretas para a rotina dos
estudantes.
As crianças que
antes estudavam na própria comunidade passaram a precisar se deslocar para
estudar em Guaratiba.
Em alguns
casos, os estudantes enfrentam percursos de até 6 quilômetros.
A distância
representa uma preocupação para pais e responsáveis, especialmente diante das
dificuldades de deslocamento enfrentadas por famílias da zona rural.
Moradores
questionam se existe transporte escolar adequado e suficiente para atender
todos os alunos da região.
A comunidade
afirma que educação deveria ser prioridade da administração pública.
Para muitas
famílias, manter uma escola próxima das crianças significa garantir mais
segurança, comodidade e melhores condições para o aprendizado.
O abandono do
prédio também gera preocupação sobre o futuro da estrutura pública.
Sem utilização
e manutenção adequada, o imóvel pode sofrer novos danos ao longo do tempo.
A população
cobra explicações da Prefeitura de Jucuruçu e do prefeito Arivaldo de Almeida
Costa, conhecido como Lili.
Os moradores
querem saber por qual motivo a escola foi fechada e quais são os planos da
administração para o prédio.
Também pedem
providências para garantir que nenhuma criança seja prejudicada pela distância
entre sua residência e a escola.
Entre as
reivindicações estão a recuperação e possível reativação da unidade escolar ou
a garantia de transporte adequado e seguro para os estudantes.
A comunidade da
Sombra espera agora um posicionamento oficial das autoridades municipais.
A reportagem
reforça que o espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de
Jucuruçu sobre as denúncias apresentadas pelos moradores.
Para a comunidade, a pergunta continua sem resposta: por que uma escola pública foi fechada enquanto crianças precisam percorrer quilômetros para estudar?
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