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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Ir a protestos faz bem à saúde, diz psicólogo

Ir a protestos faz bem à saúde, diz psicólogo
Lutar pelos direitos pode ser benéfico não só para a comunidade, mas também para a saúde de quem vai às ruas protestar, é o que afirma o psicólogo John Drury, da Universidade de Sussex, no Reino Unido.

Um estudo com 40 ativistas coletou 160 histórias e, segundo Drury, os acontecimentos fizeram bem aos participantes. “Só de contar os eventos, eles já sorriam”, disse. Segundo o psicólogo, a mobilização está correlacionada com vários indicadores de bem-estar como fortalecimento do sistema imunológico, redução de dores, ansiedade e depressão.

Túmulo ilegal no RJ tem o metro quadrado mais caro do Brasil

Uma investigação do programa Fantástico, da Rede Globo, constatou que túmulos são vendidos e construídos ilegalmente em cemitérios públicos no Rio de Janeiro, onde o metro quadrado pode custar até R$ 150 mil nas áreas mais nobres ou em locais que já têm dono. Os suspeitos de cometer a fraude são funcionários da instituição que administra 13 cemitérios públicos do Rio. Eles oferecem sepulturas piratas, abertas e construídas sem a devida autorização do Poder Público.

Por telefone, uma mulher respondeu que cobra R$ 280, mas que tem outra "cara: R$ 310 mil". Durante três meses, foram negociadas compra de túmulos ilegais em três cemitérios públicos administrados pela Santa Casa da Misericórdia do Rio, uma instituição de 1498. A sonegação fiscal é crime e a venda e uso dos espaços administrados têm que ser autorizados pela prefeitura do Rio.

“Todo cemitério tem um projeto, um projeto de engenharia. Tem a questão do espaço, tem a questão da circulação, enfim. É um projeto de engenharia”, afirmou Jorge Arraes, subsecretário de Concessões e Projetos Estratégicos do prefeitura. Os Cemitérios da Cacuia e do Caju não chegaram a construir as sepulturas ilegais oferecidas ao Fantástico, que afirmou não ter dado dinheiro, apesar de os funcionários trabalharem por conta própria.

No Caju, o túmulo ficaria na calçada, em área de circulação, onde já existem sepulturas. "Vai ser coberto por mármore, ainda vai ser colocado por dentro, por fora, entendeu? Vai ficar show de bola”, disse um homem. Em quatro dias, o túmulo está pronto.

Dia Nacional da Ciência

Comemorado em 8 de julho, o Dia Nacional da Ciência foi estabelecido pelo Congresso nacional para incentivar a atividade científica no país.

O Brasil é um país que conta com grandes cientistas em diversas áreas e, por isso, tem dado contribuições significativas ao desenvolvimento científico mundial. Mas, tanto o Governo quanto a iniciativa privada brasileira ainda investem menos do que deviam na área.

A data comemorativa foi criada como um primeiro passo para pôr em destaque a ciência. Então, vamos aproveitar o dia 8 de julho para você entender melhor o que é essa atividade e descobrir sua importância para nossas vidas.

A palavra ciência vem do latim "scientia", que significa conhecimento. Num sentido mais amplo, você pode usá-la para dizer que tomou conhecimento de um fato, que ficou sabendo que ele aconteceu. Mas há também um sentido mais específico.

Ciência é um tipo de conhecimento que procura compreender verdades ou leis gerais que fornecem uma explicação para o funcionamento das coisas. Para isso, o cientista realiza observações. A partir delas, faz verificações, classificações ou medições, procurando, geralmente, traduzir os fatos para a linguagem da estatística ou da matemática.

Fundamentalmente, o método científico é:

1) Objetivo, ou seja, o que é observado não depende exclusivamente de um determinado observador, mas pode ser verificado por outros;

2) Baseado em testes, isto é, em experiências que permitam comprovar uma lei;

3) Rigoroso, quer dizer, as condições em que as observações e experiências são realizadas têm que ser determinados previamente com muita precisão;

3) Preditivo: ele permite prever ou predizer resultados.

Para os cientistas, o termo "modelo" significa a descrição de algo que possa ser usado para fazer predições que possam ser testadas por experimentos ou observação. A ciência, portanto, tem como objetivo descobrir ou produzir modelos úteis, que permitem fazer predições úteis.

Mas é bom lembrar que os cientistas nunca falam em conhecimento absoluto. Todo conhecimento pode ser ultrapassado por novas invenções ou descobertas, que permitam observar melhor as coisas.

Para entender melhor isso, pense que já existia ciência antes da invenção do microscópio. No entanto, a possibilidade de observar e compreender os microorganismos transformou a visão que a ciência tinha, por exemplo, de muitas doenças e abriu caminho para se descobrirem as curas.

Isso significa que a ciência também tem uma história e que é possível estudar seu desenvolvimento ao longo do tempo.

Também não devemos esquecer que, ao se falar de ciência, estamos nos referindo também às ciências humanas, isto é, aquelas que se referem ao comportamento do ser humano e à sociedade.

No campo das ciências humanas, nem sempre se usam os mesmos métodos aplicados às ciências exatas ou biológicas. Nem é possível fazer isto, já que se trata de realidades muito diferentes. De qualquer forma, a questão da objetividade e do rigor, ou ainda a possibilidade de fazer previsões também é essencial para que uma ciência humana - como a psicologia ou a sociologia - tenha efetivamente caráter científico.

Rio: Helicópteros do governo são utilizados até para transportar cachorro

Rio: Helicópteros do governo são utilizados até para transportar cachorro
Enquanto o governo de São Paulo anunciou a venda do helicóptero para reduzir os custos da máquina administrativa, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), mantém sete aeronaves e usa até um modelo de luxo para se deslocar para o trabalho e viajar com família, empregados e até com o cachorro da família nos fins de semana. Reportagem da revista Veja mostra que apenas dez quilômetros separam a residência do peemedebista, no Leblon, do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do governo fluminense.

Além de Cabral, o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, pré-candidato à sucessão de Cabral em 2014, secretários e até o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Melo (PMDB), voam com frequência quase diária. Estima-se que o custo operacional da aeronave para o contribuinte fluminense é de cerca de R$ 6 mil por hora de voo, ou 240 mil por mês. Ou ainda R$ 2,8 milhões anuais.

Se considerado este padrão de gasto, uma ida e volta do governador ao trabalho consome R$ 6 mil, ou 2.181 passagens de ônibus (de tarifa a 2,75). As histórias de abuso do uso das aeronaves são conhecidas por praticamente todos que trabalham no heliporto da Coordenadoria Adjunta de Operações Aéreas (Caoa) da Lagoa.

 “Existe o voo das babás. No domingo, depois que eles voltam de Mangaratiba, o piloto tem que voltar lá e buscar as babás. Isso tudo com o dinheiro do povo. É revoltante”, desabafou um dos pilotos, que preferiu não se identificar. Um funcionário que acompanha o dia a dia das viagens aéreas detalha outras excentricidades: “Já aconteceu de tudo nessas aeronaves.

Levaram cabeleireira, médico, prancha, os amigos dos filhos do governador, convidados. Uma vez, a babá veio de Mangaratiba para pegar uma roupa que a Adriana [Ancelmo  - 1ª dama] tinha esquecido. Na outra, uma empregada veio fazer compras no mercado. É o verdadeiro ‘helicóptero da alegria’”, indignou-se.

Os fins de semana em Mangaratiba saem por R$ 36 mil. Doutor em Direito Administrativo pela Universidade Complutense de Madrid, Fabio Medina Osório enxerga na forma como as aeronaves são usadas pelo Executivo no Rio uma afronta ao princípio da razoabilidade.

“Tem que haver finalidade pública para justificar o uso de um helicóptero dessa maneira. (...) Para o uso em lazer, é ainda mais grave”, afirmou.

Edir Macedo pede orações para que Record possa “massacrar os infiéis inimigos”

A Rede Record está passando por uma grande reformulação,tendo demitido o bispo Honorilton Gonçalves e Alexandre Raposo, que comandavam a emissora até semana passada.

Segundo as colunas especializadas em TV, o motivo seria o prejuízo milionário que a emissora teve em 2012, um dos piores anos de sua história. Segundo a VEJA, a assembleia-geral da emissora divulgou que no ano passado a Record ficou no vermelho, com 117,9 milhões de reais de “prejuízo líquido consolidado”.

Um dos motivos seriam os investimentos milionários na compra de eventos esportivos como as Olimpíadas, que não renderam o esperado em publicidade e audiência. Enquanto isso, o SBT teve lucro líquido de R$ 52,5 milhões, um crescimento de 60%.

Além disso, voltou a assumir a vice-liderança em audiência em diversos estados. Este ano, dois dos carros-chefes da emissora (“Programa do Gugu” e “Tudo a Ver”) chegaram ao fim e foi amplamente divulgado o fim dos contratos milionários com Ana Paula Padrão e apresentador Gugu.

O canal demitiu ainda boa parte dos seus 300 atores e atrizes. Durante um culto recente, o Bispo Edir Macedo, o líder da Igreja Universal e dono da Record, pediu que os fiéis orassem por Marcelo Silva, novo vice-presidente da rede de TV. E acrescentou “os inimigos são muitos e querem o mal da emissora. Mas com as orações e a ajuda de todos a Record vai massacrar os infiéis inimigos”.

Anitta e Kelly Key se encontram em aeroporto: ‘Adoro voar em boas companhias’

Anitta e Kelly Key se encontram em aeroporto: ‘Adoro voar em boas companhias’
Duas cantoras de estilos diferentes se encontraram no aeroporto, quando esperavam para viajar para Minas Gerais, e mostraram admiração mútua em fotografia no Instagram.

Sucesso do início dos anos 2000, a cantora de pop Kelly Key posou ao lado da sensação do funk, Anitta, que não conteve a euforia no texto da postagem.

"Adoro voar em boas companhias! @oficialkellykey. Hoje também estará em Minas ... Arrasa ", escreveu a funkeira no Instagram. Kelly Key também publicou a imagem das duas juntas. 

"Também vai para Minas. Boa viagem para nós", postou a cantora de pop.

domingo, 7 de julho de 2013

Aniversário de morte de Cazuza


"Cazuza" um cara que sabia dizer o que as pessoas precisavam ouvir.

Inacreditável como o tempo voa! O tempo não para, dizia Angenor de Miranda Araújo Neto, nosso querido Cazuza. Não para, voa, e há vinte anos parece querer mudar a face do mundo.  Mudar pra continuar igual? Um museu de velhas novidades, diria Cazuza.
Hoje, não comemoramos o aniversário da morte do poeta. Não queremos a morbidez no processo de celebração. Se Cazuza estivesse vivo teria 52 anos. Um jovem senhor, como o tempo, esse tecido que costura as nossas vidas?

Penso em Cazuza e por que não, em Ezequiel Neves, soprando ao meu ouvido mentiras sinceras do liquidificador da vida. É aí que mora o amor? Esse outro, que é também senhor e que fala de um nós que ainda urge? 
Chegou tão tarde. Tarde demais pra mim, e tão cedo pra ele, que não conheceu computador, celular, e-mail, twitter. Como ele teria gostado! Todos esses badulaques ao alcance da cabeça impressionista, mestre em frases curtas: as torres gêmeas caindo, a célula artificial, o cabelo cogumelo atômico; tudo interessava a ele, principalmente o humano. Mentiras sinceras, meu bem-meu mal, não separar o sim do não, a vida da morte, o eu do outro. Passional? Absolutamente e totalmente. Cazuza se movia além da paixão, por compaixão: “Quem sabe eu ainda sou uma garotinha? Por que não me convidaram para essa festa pobre? Porque já fomos perdoados, já passou e eu já posso entender a inocência do prazer! Então fala baixo, fala baixo e sente, eu vou te dar um presente.”
Deu-nos mais do que duzentas e não poucas canções, sua presença. Nada pragmático, compunha aos borbotões. Nada tecnocientífico, no entanto, racional, sem perder a ternura. Alberto Caeiro, o alter-ego mais genial de Pessoa. Não era um porra-louca. Deixou aos 32 anos uma obra, seguindo a tradição dos grandes artistas que admirava: Allen Ginsberg, Vinicius de Moraes, Janis Joplin, Ângela Rôrô, Lupicínio Rodrigues; Clarice Lispector, só pra citar alguns.
Foi meu amigo. Uma inspiração. Com quem eu dialogava artisticamente. Quebrou minha cabeça e as minhas resistências. Quando nos conhecemos em 82 eu acabara de voltar da França, ele da Califórnia. Eu mais existencialista, ele beatnick. Cantamos juntos no palco. Ele de joelhos, literalmente, eu aos seus pés, desconsertada. Participou do meu primeiro disco solo, Délica, chegando ao estúdio atrasado. Esperei tanto que caí de pileque. Gravamos a voz juntos, alterando as falas. Eu sempre aprendendo. Entrega e controle. Ligar e desligar. Poderia parecer que não, mas ele sabia exatamente o que fazia.
Antes de ir para Boston passou no estúdio pra me ver. Tinha gostado de uma canção que eu tinha mostrado pra ele durante uma festa. A música falava dele. Mas como? Foi ao estúdio aonde eu ensaiava pra ouvir de novo. Coincidência? Empatia? Sei lá, nós nos espelhávamos e pronto. Contou pra mim da doença e viajou. Quando voltou, era uma pessoa diferente: ”Eu vi a cara da morte e ela estava viva”, dizia a letra de Boas Novas. Lembro-me de na época ter ficado muito impressionada com a força poética dessa frase: “Esse cara é foda”, pensei, “que talento pra sintetizar uma experiência, que capacidade de sublimação maravilhosa”. Chapei! Inspirada na letra de Boas Novas compus O Poeta está vivo. Sem musica ainda, mostrei a letra pra ele, meio envergonhada de pretender escrever alguma coisa à altura da sua verve e do seu sofrimento. Estávamos no apartamento da Lagoa. Ele escutou atentamente e disse: “você está escrevendo melhor do que eu”. Eu sabia que não, mas esse era o Cazuza: um cara que sabia dizer o que as pessoas precisavam ouvir.
Mostrei a letra uns tempos depois para Denise Barroso, irmã de Julio da Gang 90, amiga também do Cazuza e uma das personalidades mais importantes da nossa geração. Denise me disse: “Dulce, por que é que você não mostra pro Frejat essa letra. Quem sabe sai alguma coisa?”

Encontramos-nos, eu e Frejat, no apartamento dos seus pais no Flamengo para gravar a demo da canção. Frejat ainda dividia o quarto com o irmão Mauro e morava com os pais. A demo foi gravada e arquivada num k7 solto por aí, anos, sei lá. Não sei exatamente quanto tempo depois ela seria resgatada pelo Ezequiel, fechando o repertorio do Na Calada da Noite, o primeiro LP do Barão Vermelho após a morte do Cazuza. Inicialmente a canção ganhou o nome de Moinhos de Vento, só depois passou a se chamar O Poeta está Vivo, titulo dado pelo Ezequiel, cérebro, espírito, pai e pau pra toda obra do Barão e do Cazuza.

Momentos que tive com Cazuza: Ao lado da lareira perto do fogo, sua cabeça no meu colo; tomando conhaque antes de entrar no palco; tomando esporro por causa de namorado; na praia com os cachorros; no Baixo com Dé; no Vale Florido onde tínhamos casa; com Bineco Marinho, Iara Neiva, Waleska, Aninha Arantes, Bebel Gilberto. São tantas as lembranças que não caberiam aqui nessa lauda, nessa contagem de caracteres, assim como parece não caber nesse tempo corrido, todo o tempo que precisamos para gerar, alimentar, cuidar e fazer viver um Angenor igual ao Cazuza.

Rua principal de Jucuruçu - Bahia, 3 de março de 2024.

Jucuruçu - Bahia. Pedaço bom do Brasil.