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terça-feira, 2 de julho de 2013

Bloqueios nas estradas podem atrasar entregas de cartas e encomendas

Bloqueios nas estradas podem atrasar entregas de cartas e encomendas
Os protestos de caminhoneiros, que provocam bloqueios, desde esta segunda-feira (1º), em estradas de diversos estados, podem causar atrasos nas entregas feitas pelos Correios.

Por meio de sua assessoria, a empresa informou que, diante das alterações no tráfego em várias rodovias, em razão das manifestações, "poderá haver atraso das linhas de transporte responsáveis pelo encaminhamento da carga e, consequentemente, na entrega dos objetos postais". 

Segundo informações da Agência Brasil, a empresa acrescentou que, para reduzir os prejuízos, estão sendo adotadas medidas como a transferência do transporte de encomendas expressas para o modal aéreo, quando possível.

Nesta terça-feira (2), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou boletim com registro de interdições, totais ou parciais, em estradas federais em sete estados.

Manifestantes queimam pneus e bloqueiam rodovia em Prado

Na tarde desta terça-feira, 02 de junho por volta 16:00hs, manifestantes da cidade de Prado/BA, bloquearam a rodovia Prado/Itamaraju na entrada da cidade  ateando fogo em pneus e madeiras para impedir passagem de veículos. Eles reivindicam, mais uma vez, melhorias na Saúde, educação, segurança pública e a reabertura da Unidade de Pronto Atendimento 24, à UPA. Alguns Motoristas tentaram furar o bloqueio, mas foram repreendidos pelos manifestantes. A Polícia Militar está no local. 

O protesto reúne moradores da cidade de Prado. Dona Arlete, uma das manifestantes, disse que a situação na área da saúde é precária. “Além de estar caindo os pedaços, não temos médicos em nossa cidade. Passamos mais de duas horas esperando a boa vontade de um médico isso quando ele quer fazer o atendimento. Por isso, resolvemos interditar a rodovia  para chamar a atenção do prefeita Mayra Brito e o vice Fabiano, para o nosso problema. É uma falta de respeito. – desabafou.

O clima está tenso, os manifestantes exigem a presença de representantes da cidade.A nossa equipe de reportagem estar no local, a qualquer momento mais informações sobre a manifestação.

Independência da Bahia

A Independência da Bahia: um dos mais intensos episódios de luta contra a dominação portugesa no Brasil.

A declaração de independência feita por Dom Pedro I, em sete de setembro de 1822, deu início a uma série de conflitos entre governos e tropas locais ainda fiéis ao governo português e as forças que apoiavam nosso novo imperador. Na Bahia, o fim do domínio lusitano já se fez presente no ano de 1798, ano em que aconteceram as lutas da Conjuração Baiana.

No ano de 1821, as notícias da Revolução do Porto reavivaram as esperanças autonomistas em Salvador. Os grupos favoráveis ao fim da colonização enxergavam na transformação liberal lusitana um importante passo para que o Brasil atingisse sua independência. No entanto, os liberais de Portugal restringiam a onda mudancista ao Estado português, defendendo a reafirmação dos laços coloniais.

As relações entre portugueses e brasileiros começaram a se acirrar, promovendo uma verdadeira cisão entre esses dois grupos presentes em Salvador. Meses antes da independência, grupos políticos se articulavam pró e contra essa mesma questão. No dia 11 de fevereiro de 1822, uma nova junta de governo administrada pelo Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo deu vazão às disputas, já que o novo governador da cidade se declarava fiel a Portugal.
Utilizando autoritariamente as tropas a seu dispor, Madeira de Melo resolveu inspecionar as infantarias, de maioria brasileira, no intituito de reafirmar sua autoridade. A atitude tomada deu início aos primeiros conflitos, que se iniciaram no dia 19 de fevereiro de 1822, nas proximidades do Forte de São Pedro. Em pouco tempo, as lutas se alastraram para as imediações da cidade de Salvador. Mercês, Praça da Piedade e Campo da Pólvora se tornaram os principais palcos da guerra.

Nessa primeira onda de confrontos, as tropas lusitanas não só enfrentaram militares nativos, bem como invadiram casas e atacaram civis. O mais marcante episódio de desmando ocorreu quando um grupo português invadiu o Convento da Lapa e assassinou a abadessa Sóror Joana Angélica, considerada a primeira mártir do levante baiano. Mesmo com a derrota nativista, a oposição ao governo de Madeira de Melo aumentava.

Durante as festividades ocorridas na procissão de São José, de 21 de março de 1822, grupos nativistas atiraram pedras contra os representantes do poderio português. Além disso, um jornal chamado “Constitucional” pregava oposição sistemática ao pacto colonial e defendia a total soberania política local. Em contrapartida, novas forças subordinadas a Madeira de Melo chegavam a Salvador, instigando a debandada de parte da população local.

Tomando outros centros urbanos do interior, o movimento separatista ganhou força nas vilas de São Francisco e Cachoeira. Ciente destes outros focos de resistência, Madeiro de Melo enviou tropas para Cachoeira. A chegada das tropas incentivou os líderes políticos locais a mobilizarem a população a favor do reconhecimento do príncipe regente Dom Pedro I. Tal medida verificaria qual a postura dos populares em relação às autoridades lusitanas recém-chegadas.

O apoio popular a Dom Pedro I significou uma afronta à autoridade de Madeira de Melo, que mais uma vez respondeu com armas ao desejo da população local. Os brasileiros, inconformados com a violência do governador, proclamaram a formação de uma Junta Conciliatória e de Defesa instituída com o objetivo de lutar contra o poderio lusitano. Os conflitos se iniciaram em Cachoeira, tomaram outras cidades do Recôncavo Baiano e também atingiram a capital Salvador.

As ações dos revoltosos ganharam maior articulação com a criação de um novo governo comandado por Miguel Calmon do Pin e Almeida. Enquanto as forças pró-independência se organizavam pelo interior e na cidade de Salvador, a Corte Portuguesa enviou cerca de 750 soldados sob a lideranaça do general francês Pedro Labatut. As principais lutas se engendraram na região de Pirajá, onde independentes e metropolitanos abriram fogo uns contra os outros.

Devido à eficaz resitência organizada pelos defensores da independência e o apoio das tropas lideradas pelo militar britânico Thomas Cochrane, as tropas fiéis a Portugal acabaram sendo derrotadas em 2 de julho de 1823. O episódio, além de marcar as lutas de independência do Brasil, motivou a criação de um feriado onde se comemora a chamada Independência da Bahia.

O grito das ruas: “abaixo a corrupção!!!!”

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto presidente da Republica afirmou no dia nove de dezembro de 2009, Dia Internacional Contra a Corrupção: “é difícil combater a corrupção, porque, às vezes, o corrupto tem cara de anjo”. Lula enviou naquela ocasião, ao Congresso Nacional projeto para considerar hediondo o crime de corrupção para autoridades dos três poderes, em todos os níveis institucionais, e continuou: “Essa lei, espero que o Congresso discuta e aprove. Ela envolve todas as instâncias de poder no Brasil, pode ser que não resolva, mas se o Congresso aprovar pode ser que a gente comece a passar para sociedade a ideia de que não tem impunidade. Hoje, as pessoas veem que o cara que rouba um pãozinho vai preso e quem rouba um milhão não vai preso.”

Naquela época, precisamente no dia 15 de dezembro de 2009, escrevíamos sobre o tema, cujo titulo por si só foi bastante questionador: DO PÃOZINHO A PADARIA, QUEM FICA PRESO?  - AO QUE RESPONDEMOS: Realmente senhor Luiz Inácio, hoje em nosso país “o cara que rouba um pãozinho vai preso e quem rouba um milhão não vai preso” – sabe qual o motivo? As leis foram feitas para criminalizar e penalizar quem “rouba” um pãozinho e se distancia muito de quem “rouba” a padaria inteira. Senhor Luiz Inácio, na semana passada foi colocada em liberdade uma mulher após cento e vinte dias recolhida ao cárcere, devido ao fato de ter entrado em um supermercado e furtado alguns  pacotes de leite em pó. Sabe qual foi o custo do Estado com esta prisão? Considerando que um preso no Brasil hoje, custa quando recolhido a um cárcere estadual aproximadamente R$2 mil reais mês, esta mulher custou para o Estado R$8 mil reais.  Já os “pacotinhos” de leite em pó custam mais ou menos R$15 reais.

Esta mulher ficou presa senhor Luiz Inácio, porque não tinha endereço fixo, não possuía referencias, “moradora de rua”, não possuía advogado particular, fatores estes entre outros, que são determinantes a concessão da liberdade provisória nos dias atuais. Sabe qual valor do prejuízo causado por essa mulher? não passaram de R$15 reais, pois as lei atuais são vigorosas em penalizar quem “rouba o pãozinho”.

E agora? Vamos continuar falando sobre aqueles outros personagens envolvidos com os desvios das verbas orçamentárias, tais como da Ação Penal 470? Quantos e quantos milhões deixaram de ser aplicados em programas sociais, tais como, moradia, saúde pública, educação e saneamento básico? Todos eles possuem endereço fixo, níveis de escolaridade e não ficaram presos durante o transcurso do processo.

Agora senhor Luiz Inácio, o que representou de danos financeiros para sociedade? Os “pacotinhos” de leite em pó ou os milhões desviados das verbas públicas?

A reflexão surge em cima de outro questionamento: será que a inclusão das condutas corruptas no rol dos crimes hediondos vai ao menos minimizar, impedir, abortar, reduzir os elevados índices com a corrupção? Sabemos que não senhor Luiz Inácio, pois é fácil justificar problemas e não atuar preventivamente contra corruptos na administração pública.

A questão da corrupção não está vinculada a um projeto de lei que esta sendo encaminhado ao Congresso Nacional, o que adiantará tornar uma pena mais dura, se as atuais normas processuais criminais são lentas para serem aplicadas, principalmente quando se trata do crime de corrupção? A propósito, Beccaria já declarava: “A pena será mais justa e útil quanto mais rápida esteja do crime”– chamando atenção ainda no século XVII, que a demora no processo muitas das vezes significa exclusão da pena pelo próprio Estado.

Para finalizar Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, uma pequena e simples lembrança: existe um princípio vigente no Direito Penal relacionado à “irretroatividade da Lei Penal”, significa afirmar que, a lei penal mais severa não alcançará os indivíduos que foram envolvidos em crimes praticados antes da existência de uma nova lei. Portanto, todos os “corruptos” envolvidos na Ação Penal 470, ou que estejam presos por força de uma sentença já transitada em julgado, não serão alcançados pela inclusão das condutas corruptas no rol dos “crimes hediondos”, somente aqueles que venham praticar crimes contra a administração pública após vigência da norma extrema.

EM TEMPO:  Passados agora mais de três anos da declaração do senhor Luiz Inácio, o plenário do Senado aprovou no último dia 26 de junho, projeto de lei que inclui as práticas de corrupção ativa e passiva, concussão, peculato e excesso de exação na lista dos crimes hediondos. Com isso, as penas mínimas desses crimes ficam maiores e eles passam a ser inafiançáveis. Os condenados também deixam de ter direito a anistia, graça ou indulto e fica mais difícil o acesso a benefícios como livramento condicional e progressão do regime de pena.

O projeto agora segue para a Câmara e, após aprovação, poderá ser sancionada pela Presidente da República para entrar em vigência.

Líder do PSOL propõe a Dilma 'revogação popular de mandato'

Líder do PSOL propõe a Dilma 'revogação popular de mandato'
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) defendeu, nesta segunda-feira (1º), no encontro com a presidente Dilma Rousseff (PT), que a população possa revogar os mandatos de políticos eleitos. O parlamentar, líder e único integrante do PSOL no Senado, se reuniu com a líder nacional no Palácio do Planalto para tratar das manifestações populares que ocorrem pelo país.

Segundo Rodrigues, a "revogação popular de mandatos" se daria por consulta à população, que poderia decidir pela permanência ou não no cargo de algum ocupante de mandato eletivo.

Segundo o senador, Dilma “não manifestou convergência” com a ideia. Ainda dentro do tema reforma política, o pessolista disse que, na reunião, defendeu também o fim das doações privadas para campanhas eleitorais e a instituição do financiamento exclusivamente público. “Em relação à reforma política, temos acordo em relação à reforma política e fim do financiamento privado de campanha”, disse.

O senador afirmou que também defendeu o fim do foro privilegiado, mas disse não ter ouvido resposta da mandatária brasileira sobre o assunto.  Randolfe disse também que defendeu a gratuidade do transporte público, bandeira do “Movimento Passe Livre”, que deflagrou a onda de manifestações pelo país no mês de junho.

Para o senador, a tarifa zero é uma proposta “possível”. De acordo com Randolfe, a presidente afirmou que chamaria o autor da proposta para debater o assunto no grupo de trabalho que será criado com finalidade de encontrar soluções para o transporte público.

Projetos de fanfarras ajudam jovens a ficar longe das ruas e do crime

Ensaio da Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, a Famesa

Parte importante da tradição da festa da Independência das Bahia, as fanfarras escolares fazem os últimos ajustes para o desfile do dia 2 de Julho. Além de serem uma atração sempre muito esperada do desfile, esses grupos de música e dança, em muitas comunidades, têm capacidade de mudar vidas de pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social.

Um exemplo é a Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, a Famesa, que reúne 80 crianças e jovens do bairro da Santa Cruz. Sob a batuta do maestro Balduíno Fernandes, mais conhecido como Mister Ball, os meninos aprendem não só a tocar, mas a importância do respeito e da disciplina.

De acordo com Mr. Ball, a fanfarra, criada em 2007, é formada, prioritariamente, por alunos da escola, mas conta também com a participação de moradores da comunidade. Seu objetivo é claro: atrair os jovens, através de música, para afastá-los das drogas e do crime. “Exigimos não só que o jovem tenha um bom desempenho em sala de sala. Ele também tem que respeitar seus pais, os professores, funcionários e colegas da escola”, afirma o maestro.

Por conta disso, hoje muitos participantes da banda têm um comportamento bem diferente do que apresentam antes de fazer parte do projeto. É o caso de Rodolfo Santana, 18 anos, ex-aluno que continua integrando a fanfarra. “Eu era realmente terrível. Não ficava na sala de aula, quebrava as lâmpadas da escola e brigava com todo mundo. Minha vida mudou depois que comecei a tocar na fanfarra. Agora, meu sonho é ganhar a vida como músico”, conta Rodolfo.

Outros optam desde cedo por fazer parte por influência de parentes e amigos. Integrante do corpo de dançarinos da fanfarra, Roseane Gonzaga, 10 anos, começou tocando prato aos 7 anos, depois que viu irmã e a prima se apresentando na banda. “Agora eu gosto mais das coreografias. É muito bom quando a gente se apresenta para o público, como vai acontecer no desfile do 2 de Julho”, conta.

A banda é que das que mais se destacam no desfile da Independência, mas, segundo o maestro, o que importa mesmo é o impacto na vida dos jovens, crianças e suas famílias. “Não tenho preocupação de ganhar concursos, competições. Nosso trabalho aqui é, principalmente, mostrar a essas crianças e jovens que eles podem ter uma vida longe das ruas e do tráfico”, enfatiza Mr. Ball.

Além da Famesa, outras oito fanfarras de escolas municipais, com projetos semelhantes, estarão desfilando no 2 de Julho, somando um total de 900 alunos.

Líder de quadrilha que arrombou caixa no sábado era estudante de Direito

O líder da quadrilha que arrombou um caixa do Banco do Brasil no Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi), na avenida ACM, neste sábado, era um estudante de Direito. Augusto Oliveira Ferreira, 27 anos, o Marreta, foi preso ainda no sábado – outros suspeitos também foram detidos e dois deles morreram pouco depois do roubo em troca de tiros com policiais da Operação Gêmeos, na Ligação Iguatemi-Paralela (LIP). Os R$ 42 mil roubados na ação foram recuperados. Os bandidos renderam e amarram dois vigilantes do Creasi para depois assaltar o terminal de auto-atendimento. Augusto e Marquivaldo de Jesus Luciano Junior, 23 anos, foram presos em flagrante por policiais da Operação Gêmeos, da 35ª Companhia Independente de Polícia Militar e da Delegacia de Homicídios Múltiplos, que foram ao local depois de receber a informação de que um alarme foi acionado no banco. Os policiais viram um Gol branco, de placa JSP-4270, sair em alta velocidade, começando uma perseguição. Na altura da LIP, a polícia conseguiu furar os pneus do carro dos suspeitos, que abandonaram o veículo e a sacola com o dinheiro para fugir a pé, entrando em confronto com a polícia. Junior foi baleado no pé e capturado. Deivisson da Silva Carvalho, 30, Marcos Souza Pita e Silva, 32, e Luan Felix Mendes, 21, foram baleados e levados ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde acabaram morrendo. 

Rua principal de Jucuruçu - Bahia, 3 de março de 2024.

Jucuruçu - Bahia. Pedaço bom do Brasil.