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Essa incumbência seria a função da Câmara de Vereadores de Jucuruçu.

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sábado, 7 de fevereiro de 2026

O isolamento como método: o esvaziamento político na gestão Lili em Jucuruçu

 


A política de Jucuruçu vive um momento que exige mais do que leitura apressada dos fatos. Exige atenção aos movimentos, às ausências e, sobretudo, às escolhas feitas dentro do poder. Desde o resultado das eleições de 2024, um padrão se consolidou de forma progressiva e inequívoca: o escanteamento sistemático de aliados eleitos na própria chapa do prefeito.


O pós-eleição de 2024: vitória sem coesão

Encerrado o processo eleitoral de 2024, três vereadores eleitos na chapa do prefeito Arivaldo — Cida Vieira, Tim do Hospital e Fredi do Hospital — passaram a ocupar um lugar politicamente desconfortável: o da formalidade sem influência.

Não houve ruptura pública. Não houve comunicado oficial. O que houve foi algo mais sutil e, politicamente, mais grave: a perda completa de interlocução efetiva com o Executivo.

Desde o início da legislatura, tornou-se visível que esses parlamentares deixaram de participar do núcleo de decisões do governo. A vitória nas urnas não se traduziu em espaço político, tampouco em capacidade de articulação junto ao Executivo.


2025: quando as indicações passaram a ser ignoradas

Ao longo de 2025, o processo se aprofundou. Indicações apresentadas pelos três vereadores — mecanismo legítimo e tradicional da relação entre Legislativo e Executivo em qualquer município — simplesmente não avançaram.

Projetos, demandas locais e sugestões políticas vindas desses parlamentares passaram a não produzir qualquer consequência administrativa concreta. Na prática, seus mandatos foram neutralizados, mesmo mantendo respaldo eleitoral.

Isso não é detalhe. Em cidades pequenas, onde a política se constrói no contato direto com a população, ignorar sistematicamente as indicações de um vereador equivale a esvaziar seu mandato.


O favoritismo explícito

Enquanto três vereadores eleitos na chapa do prefeito eram gradualmente afastados do centro de decisões, um dado chamou ainda mais atenção: a escuta exclusiva e recorrente do prefeito a apenas uma vereadora de sua base, a única que permaneceu plenamente alinhada e integrada ao Executivo.

O contraste é incontornável. A gestão passou a operar sob uma lógica de preferência pessoal, não de colegialidade política. Em vez de respeitar a pluralidade mínima de sua própria base, o prefeito optou por centralizar a interlocução em um único nome, transformando aliados eleitos em figuras decorativas.

Trata-se de uma prática incompatível com qualquer noção madura de liderança democrática.

Desprezar aliados não é estratégia, é falha de caráter político.

Na política, alianças não se mantêm apenas na vitória. Elas se consolidam no exercício do poder. Desprezar aliados eleitos, silenciá-los institucionalmente e negar-lhes espaço de atuação não é apenas um erro estratégico — é uma demonstração de desprezo político.

Governar com favoritismo é governar com miopia. Mais do que isso: é governar com ingratidão, rompendo o pacto mínimo entre liderança e base que sustenta qualquer projeto político duradouro.

A história recente de Jucuruçu mostra que esse comportamento não é episódico. É um modus operandi.


Um padrão que se repete

O afastamento de aliados após cumprirem seu papel eleitoral já ocorreu em outros momentos da trajetória política do prefeito. O que se vê agora é a repetição do método, aplicada novamente a quem ajudou a construir a vitória.

Na política, padrões reiterados deixam de ser coincidência e passam a ser identidade.


O efeito colateral: erosão da própria base

Ao optar por governar ouvindo poucos e ignorando muitos, o prefeito não fragiliza apenas seus aliados — fragiliza o próprio governo. Mandatos esvaziados produzem bases ressentidas, articulações enfraquecidas e um ambiente político instável.

A médio prazo, o custo desse isolamento tende a se refletir no cenário eleitoral seguinte.


O tabuleiro segue em movimento

Enquanto o discurso oficial insiste em afirmar que “não é hora de falar de 2028”, as ações da gestão revelam que o futuro já está sendo moldado — por exclusão, não por construção.

Em Jucuruçu, a política não para. E quando um governo escolhe governar desprezando aliados, ele não apenas redefine o presente: abre espaço para novas forças ocuparem o futuro.


O discurso, o silêncio e o tabuleiro: a política de Jucuruçu em movimento

A política de Jucuruçu nunca foi feita apenas de eleições. Sempre foi, antes de tudo, feita de gestos, sinais e silêncios. E é justamente nesse campo — menos visível, mas decisivo — que se desenha o atual momento político do município.

Publicamente, o prefeito Arivaldo repete que o foco da gestão é o presente. Que “não é hora de falar de sucessão”. Que 2028 ainda está distante. O discurso é de normalidade administrativa. Mas a prática revela outra coisa: o futuro está sendo organizado agora — não por meio de anúncios, mas por meio de exclusões graduais.


O método: esgotar sem expulsar

Ao longo dos últimos anos, consolidou-se um padrão reconhecível na política local. Não há rompimentos públicos, notas oficiais ou comunicados diretos de afastamento. O método é mais sofisticado — e mais eficaz.

Aliados deixam de ser ouvidos.
Pedidos não avançam.
Portas deixam de se abrir.
Decisões não chegam.

Formalmente, ninguém é declarado indesejado. Na prática, o recado é compreendido. Trata-se de um esvaziamento progressivo, um desgaste silencioso que força a saída sem jamais assumir o custo político do rompimento.

Esse comportamento não é novidade na história recente de Jucuruçu.


Um padrão antigo

No primeiro mandato, nomes relevantes do próprio grupo que ajudou a eleger o prefeito acabaram afastados do núcleo de poder. Figuras como Binha do Táxi, Nande Jardim, Leidian Jardim, Homo de Monte Azul e Gilson Koiô deixaram de ocupar espaço político efetivo. Em comum, todos passaram pelo mesmo processo: isolamento antes da ruptura.

Na política, padrões não se repetem por acaso. Eles indicam método.


O episódio mais recente — e talvez mais emblemático — envolve vereadores eleitos na própria chapa do prefeito. Cida Vieira, Tim do Hospital e Fredi do Hospital não foram oficialmente descartados. Nenhuma declaração pública do prefeito os apontou como problema. Ainda assim, o afastamento político foi evidente.

Quando três dos quatro vereadores eleitos com o prefeito passam a atuar fora do seu raio de influência, não se trata de ruído pontual. Trata-se de reconfiguração de poder. De acordar para algo que não está certo.

Sempre que um aliado se afasta, o roteiro se repete. O prefeito assume o papel de vítima: “me abandonaram”. Mas a pergunta que ecoa nos bastidores é outra: quem foi empurrado para fora?

A vitimização funciona como estratégia narrativa. Desloca a responsabilidade do gestor para quem saiu, ao mesmo tempo em que preserva a imagem pública do comando. É um jogo conhecido — e eficiente — em cidades pequenas, onde a memória política é curta e o discurso ainda pesa mais que os fatos.


Enquanto isso, do outro lado do tabuleiro

Enquanto aliados do prefeito se desgastam internamente, Uberlândia, ex-cônjuge de Arivaldo e derrotada na eleição de 2024, observa o cenário com calma. Fora do embate direto, sem ataques públicos, mantém-se politicamente visível.

O silêncio, nesse caso, não é ausência. É estratégia.

Na política, nem sempre vence quem grita mais. Muitas vezes, vence quem espera melhor.


A cidade e o desejo das ruas

Há um sentimento difuso, mas crescente, entre eleitores de Jucuruçu: o cansaço da polarização. A cidade tem sido, por décadas, refém de disputas entre grupos familiares, projetos personalistas e revezamentos de poder que pouco renovam.

O que emerge das ruas é o desejo por uma terceira via real:

·         alguém de Jucuruçu;

·         que não tenha governado antes;

·         que não seja fantoche de grupos tradicionais;

·         que não trate aliados como descartáveis;

·         que encerre a política de perseguição;

·         que una carisma, competência e novas ideias.

Esse desejo não tem, ainda, um nome definitivo. Mas tem espaço político.


O jogo não para

Ouça a narrativa!   

O tabuleiro está em movimento. Mesmo que o discurso oficial tente congelar o debate, as ações contam outra história. Na política, palavras podem esperar. Gestos, não.

Com os olhos voltados para 2028, Jucuruçu vive um momento de inflexão. Ou rompe com o ciclo de controle silencioso, esvaziamentos estratégicos e vitimizações recorrentes — ou seguirá prisioneira de um modelo onde o poder muda de mãos, mas não de lógica.

A pergunta que fica não é apenas quem será o próximo nome.

É se a cidade terá coragem de mudar o jogo.


Autor desconhecido mais super focado na verdadeira história de Jucuruçu.

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Jucuruçu - Bahia. Pedaço bom do Brasil.