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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Após dois dias de júri, acusados por mortes de professores são condenados a mais de 38 anos


Após dois dias de julgamento, os policiais militares Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa foram condenados, cada um, a penas superiores a 38 anos de prisão pelo assassinato dos professores e dirigentes sindicais Álvaro Henrique e Elisney Pereira, ocorrido em 17 de setembro de 2009, em Porto Seguro. O júri popular, realizado no Fórum de Itabuna, começou na manhã de terça-feira (5) e se estendeu até a tarde de quarta-feira (6). 

Segundo a decisão do júri, cada um dos réus foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pelo homicídio de Álvaro, e a 16 anos, 7 meses e 15 dias pelo assassinato de Elisney. A pena mais alta no caso de Álvaro se deve a agravantes, incluindo o fato de a vítima ter um filho especial que, na época do crime, tinha apenas um ano de idade.

O terceiro acusado, Edésio Lima, apontado pelo Ministério Público da Bahia como mandante do crime, não participou do julgamento. A Justiça extinguiu sua punibilidade ao reconhecer a prescrição do processo, retirando-o da condição de réu. 

Após a sentença, colegas e representantes da categoria celebraram o desfecho do caso.

No dia do crime, os professores foram atraídos para a zona rural com a informação de que o filho de Álvaro estaria doente. Ao chegarem nas proximidades do sítio da família, foram surpreendidos por homens armados e mortos a tiros. 

Álvaro e Elisney eram líderes da APLB e conduziam uma greve por melhores condições de trabalho e reajuste salarial. Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), as críticas de Álvaro à gestão do então prefeito Gilberto Abade teriam motivado o crime. 

As investigações do MPBA apontam que Sandoval e Joilson, que atuavam como seguranças do prefeito, teriam intermediado a contratação dos executores a mando de Edésio Lima, então secretário de Governo e Comunicação./radar

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