A procuradora jurídica do
município, Dra. Cibele, prestou esclarecimentos à população sobre as
providências que estão sendo adotadas para garantir o atendimento adequado à
senhora Marineide, conhecida por apresentar transtornos mentais e por
protagonizar episódios que têm gerado preocupação entre moradores de Itamaraju.
Segundo a procuradora, o
município não pode simplesmente encaminhar a paciente para qualquer instituição
de saúde. A internação deve ocorrer em uma unidade especializada, compatível
com o quadro clínico e as necessidades do tratamento em saúde mental.
De acordo com Dra.
Cibele, neste momento a administração municipal aguarda a conclusão dos
trâmites judiciais para que o processo tenha andamento e a medida possa ser
analisada com urgência pelo Poder Judiciário.
Ela ressaltou que a
internação psiquiátrica não é uma decisão simples nem arbitrária. O
procedimento é regulamentado pela Lei Federal nº 10.216, que dispõe sobre a
proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e estabelece que a
internação somente pode ocorrer mediante laudo médico circunstanciado, quando
os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes para o tratamento do
paciente.
A procuradora explicou
que a internação é considerada uma medida excepcional, adotada apenas quando
existe necessidade de estabilização clínica e quando há risco decorrente do
agravamento do quadro de saúde mental.
Durante o esclarecimento,
Dra. Cibele também destacou que todas as ações estão fundamentadas nos
princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como universalidade, integralidade,
equidade, regionalização e hierarquização da assistência. Segundo ela, a
legislação do SUS permite a articulação entre diferentes regiões de saúde para
garantir que o paciente seja encaminhado à unidade mais adequada ao seu
tratamento, mesmo quando o município não dispõe do serviço específico.
A procuradora informou
ainda que a Prefeitura tem buscado alternativas junto à rede de saúde, aos
órgãos regionais e ao Ministério Público para encontrar uma instituição capaz
de atender às necessidades da paciente.
Em sua fala, Dra. Cibele
fez um apelo para que a população trate o caso com responsabilidade e empatia.
Segundo ela, pessoas com transtornos mentais precisam de acolhimento, respeito
e proteção, e não apenas de julgamentos ou exposição pública.
"A saúde mental deve
ser tratada com humanidade. Muitas vezes as pessoas enxergam apenas o
comportamento externo, mas não conseguem perceber o sofrimento, a doença e toda
a fragilidade que existe por trás da situação", afirmou.
A procuradora concluiu reafirmando que o município está atuando com responsabilidade, seriedade e compromisso para garantir que Marineide receba o tratamento adequado. Ela demonstrou expectativa de que a decisão judicial seja concedida o mais breve possível, permitindo que a paciente seja encaminhada para atendimento especializado e tenha acesso ao cuidado integral previsto pela legislação brasileira.
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