Gestor, o recado está dado.
A história da democracia brasileira mostra
uma verdade simples e incontestável: nenhum prefeito, governador ou presidente
é insubstituível. O mandato político é temporário e pertence ao povo, que concede
a confiança por meio do voto e tem o mesmo direito de retirá-la nas eleições
seguintes.
Muitos gestores iniciam seus mandatos com
boas intenções, trabalhando para melhorar a vida da população, investindo em
saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento. Quando administram com
responsabilidade, transparência e respeito aos cidadãos, conquistam
reconhecimento e podem permanecer por muito tempo na vida pública através da
aprovação popular.
Por outro lado, existe um erro que se repete
em diversos municípios brasileiros. Alguns gestores passam a acreditar que são
donos da prefeitura, donos da cidade ou até mesmo insubstituíveis. Cercados por
elogios e por pessoas que evitam críticas, acabam se distanciando da realidade
e esquecem que ocupam um cargo público apenas de forma temporária.
A democracia ensina justamente o contrário. O
prefeito é um servidor público eleito para administrar os recursos da
população. Ele não é proprietário do município. O verdadeiro dono da cidade é o
povo, que paga impostos, trabalha diariamente e sustenta o funcionamento da
máquina pública.
Em cidades pequenas e grandes, a população
acompanha de perto as ações dos governantes. Quando o gestor trabalha
corretamente, dialoga com a comunidade e respeita as tradições locais, tende a
receber apoio. Mas quando ignora os anseios da população, toma decisões sem
ouvir os cidadãos ou acredita que seu poder é eterno, pode acabar enfrentando a
rejeição popular.
A alternância de poder é um dos pilares da
democracia. Antes de cada eleição, o eleitor faz sua avaliação e decide quem
merece continuar e quem deve dar lugar a novas lideranças. Foi assim no
passado, é assim no presente e continuará sendo no futuro.
Portanto, a principal lição para qualquer
gestor público, inclusive para os prefeitos dos pequenos municípios
brasileiros, é manter a humildade. Quem governa bem pode construir uma
trajetória política duradoura. Mas quem acredita ser insubstituível corre o
risco de descobrir, nas urnas, que a vontade popular sempre prevalece.
O Alerta das Urnas: Ninguém é Insubstituível
- Muitos gestores sofrem da "síndrome do poder", acreditando que o município depende exclusivamente deles. Esse erro de avaliação afasta o político da realidade das ruas.
- O poder é do povo: O voto que elege é o mesmo que retira o gestor do cargo.
- Cuidado "boca aberta": A expressão popular ilustra o político ingênuo que se desarma pela própria vaidade.
- A história não perdoa: Cidades brasileiras estão cheias de ex-prefeitos que se achavam imbatíveis e hoje estão no ostracismo.
A herança do trabalho: O eleitor moderno avalia serviços práticos, não promessas ou carisma artificial
O cargo passa, o mandato termina, mas a cidade permanece. E, no final das contas, a última palavra sempre pertence ao povo.
Por/Jucurunet
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