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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Moradores abrem estrada na unha enquanto prefeitura patrola só entrada de fazendeiro

 


A Realidade da Estrada na Comunidade do Pau Fé - Moradores se unem para roçar a via, enquanto poder público segue ausente. 

Quem trafega pela estrada que liga a comunidade do Pau Fé ao Brejão, passando pelos Calementão, Preto e Família do Sogro de Deronça, encontra uma cena lamentável. O que deveria ser uma via de acesso digna para dezenas de famílias está reduzido a um "triozinho", como descreve o morador que registrou a situação em vídeo. 

Comunidade age poder público omite 

Enquanto os moradores se organizaram para roçar a mata que já tomava conta da estrada — impossibilitando a passagem —, a prefeitura parece ter esquecido da região. "Estava tudo coberto de maliça", conta o morador, destacando que a comunidade se reuniu para abrir caminho porque não havia outra alternativa. 

A contradição salta aos olhos: próximo dali, na fazenda de Seu Peu, uma grande propriedade recebeu patrolamento na entrada principal. Mas os ramais que dão acesso às comunidades mais afastadas? Esses continuam abandonados. 

Bueiro caído há tempos 

O vídeo flagra ainda um bueiro que desabou e está há muito tempo sem reparo. Quem precisa passar pelo local só consegue seguir adiante se tiver um veículo com tração — ou, como ironiza o morador, "tem que tirar na cama", referindo-se ao sofrimento para atravessar o trecho. 

"Está fazendo seis anos de mandato e passou patrola aqui uma vez", denuncia. "Ainda assim, foi com muito sofrimento, na época das enchentes." 

O descaso com quem paga imposto 

O tom do relato é de indignação mista com cansaço. Os moradores pagam seus impostos, votam, exercem sua cidadania — mas veem o retorno em forma de estradas intransitáveis, buracos e mato. 

Enquanto o "prefeitinho de praça" se preocupa mais com processos do que com soluções, os trabalhadores rurais precisam improvisar: jogar pau nos buracos, passar por atoleiros com caminhonetes traçadas e rezar para não atolar. 

Situação é "feia, feia" 

O vídeo encerra com a constatação que qualquer um que conhece a região faz: a situação é feia. E não é de hoje. É o retrato de um descaso que se arrasta, enquanto a comunidade sobrevive à base de mutirão e fé. 

Enquanto isso, a realidade fala mais alto que qualquer promessa de campanha.

Por/Jucurunet

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