O policial civil José Paulo Alves Lustosa, de 56 anos, foi morto a tiros na madrugada desta quinta-feira (30), no bairro Novo Osasco, em Osasco (SP), após uma ocorrência de violência doméstica dentro da própria residência. A autora dos disparos foi a filha dele, Fernanda Lustosa, de 23 anos, que, segundo a Polícia Civil, agiu em legítima defesa ao proteger a mãe durante a agressão.
De acordo com as investigações, José Paulo discutia com a esposa, de 53 anos, quando sacou uma arma de fogo. Diante da situação, Fernanda interveio para defender a mãe, conseguiu desarmar o pai e efetuou os disparos.
O policial chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Após a análise das circunstâncias do caso, a Polícia Civil concluiu que a jovem agiu para impedir uma agressão iminente e preservar a integridade física da mãe e a própria segurança.
Fernanda foi detida após o ocorrido, mas deverá responder ao processo em liberdade. O caso foi registrado como homicídio consumado, ameaça, injúria e legítima defesa.
Durante a investigação, a Polícia Civil apurou que José Paulo possuía um histórico de violência doméstica contra a esposa. Segundo os investigadores, a mulher já havia registrado boletins de ocorrência relatando ameaças de morte e outros episódios de agressão praticados pelo policial.Segurança pública
Além disso, a filha também teria sido alvo de intimidações por parte do pai, fato que reforçou os elementos analisados pela autoridade policial para o reconhecimento da legítima defesa.
Testemunhas ouvidas no inquérito relataram que as constantes discussões entre o casal estariam relacionadas a um suposto relacionamento extraconjugal mantido por José Paulo. A esposa chegou a registrar uma ocorrência contra a mulher apontada como amante do policial.
Até o momento, a mulher citada não é considerada investigada no caso, mas poderá ser ouvida no decorrer das investigações.
O inquérito é conduzido pelo 5º Distrito Policial de Osasco, que concluiu, em análise preliminar, que Fernanda Lustosa agiu para evitar um desfecho ainda mais trágico durante a ocorrência de violência doméstica.
O que diz a SSP
"Um policial civil de 56 anos morreu após ser baleado na manhã desta quinta-feira (30), em uma residência no bairro Novo Osasco, em Osasco. Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e, ao chegarem ao local, apuraram que o policial discutia com a companheira quando teria pegado uma arma de fogo. Durante a tentativa da filha de tirar o revólver das mãos do pai, ocorreu um disparo, que o atingiu. O policial foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro Santo Antônio, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. As mulheres foram ouvidas pelo delegado e liberadas em seguida. Foram requisitados exames ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC). O caso foi registrado como violência doméstica, injúria, ameaça, homicídio e legítima defesa."/Bahiaextremosul
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