Moradores relatam sensação de abandono,
circulação de motocicletas em alta velocidade e manobras perigosas nas ruas do
distrito de Monte Azul, em Jucuruçu
MONTE AZUL,
JUCURUÇU – BA — Moradores do
distrito de Monte Azul, no município de Jucuruçu, estão usando a voz para
cobrar providências do poder público diante de problemas que, segundo relatos
da comunidade, vêm afetando a tranquilidade e a segurança de quem vive na
localidade.
Uma das principais
reclamações está relacionada à circulação de motocicletas e à prática de
manobras, como empinar motos, em vias públicas. Segundo moradores, a situação
estaria ocorrendo durante o dia e também à noite, causando preocupação
principalmente entre famílias com crianças, idosos e demais pessoas que
precisam circular pelas ruas.
“Hoje não pode
sair uma criança na rua, não pode sair um idoso, praticamente ninguém pode sair
com tranquilidade. A molecada tomou conta da cidade. É dia e noite empinando moto
no meio da rua”, relatou um morador, em tom de indignação.
Ainda de acordo com o
relato, a população estaria sentindo falta de fiscalização e de ações concretas
para enfrentar o problema.
“Eu não vejo
ninguém falando nada, ninguém procurando organizar uma justiça, alguma coisa,
cobrando alguma coisa. Então está feio. A gente está jogado”, afirmou.
SAUDADE DE UMA MONTE AZUL MAIS TRANQUILA
O morador também comparou
a situação atual com o passado e afirmou que Monte Azul já teria sido uma
comunidade mais tranquila e organizada.
“Antigamente essa
localidade era boa de viver. Tinha respeito. Hoje não tem mais respeito”,
declarou.
A reclamação não se
limita apenas às motocicletas. O sentimento manifestado é de que a comunidade
estaria enfrentando uma ausência de ações públicas capazes de garantir maior
organização e segurança no cotidiano.
Para os moradores, uma
comunidade pequena também precisa contar com fiscalização e presença do poder
público. A cobrança é para que as autoridades responsáveis avaliem a situação e
adotem medidas dentro da legislação para coibir práticas que possam colocar em
risco a segurança de terceiros.
COMUNIDADE COBRA RESPOSTAS
O relato também questiona
a ausência de uma atuação mais efetiva das autoridades diante do problema.
“A comunidade
pequena não tem uma polícia, não tem a Justiça, não tem nada para punir quem
pode punir. É o poder público, mas ele não está nem aí para ninguém”,
afirmou o morador.
É importante destacar que
as declarações acima representam relatos e opiniões de moradores,
e não uma conclusão sobre eventual responsabilidade de pessoas ou órgãos
públicos. A fiscalização de trânsito, a atuação policial e outras medidas de
segurança dependem das competências legais de cada órgão.
A comunidade, por sua
vez, pede que o problema não seja ignorado e que sejam buscadas soluções antes
que alguma imprudência provoque consequências mais graves.
Monte Azul quer ser ouvida. E, desta vez, os moradores decidiram “pôr a boca no trombone”.

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