Levantamento foi divulgado a 12 dias da
votação e circula nas redes, inclusive em postagem da deputada federal Rosana
Valle (PL)
Pesquisa do instituto Gerp divulgada na
terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 55% dos votos válidos no
segundo turno, contra 45% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de
dez pontos percentuais. O segundo turno acontece em 25 de outubro.
O resultado foi compartilhado nas redes
sociais por políticos aliados ao candidato do PL, como a deputada federal
Rosana Valle, que destacou que o instituto “acertou o 1º turno”.
O que são “votos válidos”
O cálculo desconsidera quem não soube indicar
candidato, respondeu “nenhum deles” ou declarou voto em branco ou nulo. Nos
votos totais, Flávio aparece com 53% e Lula com 44%.
Metodologia
A pesquisa foi feita por telefone nos dias 8,
9 e 12 de outubro, com 2.400 eleitores de todas as unidades da Federação. A
margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O
levantamento foi feito com recursos próprios do instituto e está registrado no
TSE sob o número BR-07877/2026.
Outros números do levantamento
- 59% dos entrevistados acreditam que Flávio vencerá a eleição,
contra 35% que apostam em Lula.
- A rejeição a Flávio é de 42%; a de Lula, de 53%.
O “acerto” no 1º turno
Na última pesquisa Gerp antes do primeiro
turno, Flávio aparecia com 46% dos votos válidos e Lula com 44%. Nas urnas,
Flávio teve 47,03% e Lula, 45,16%. O instituto, portanto, acertou a ordem dos
candidatos e ficou próximo dos percentuais.
Outras pesquisas mostram disputa mais
apertada
A Gerp tem o maior vantagem de Flávio entre
os levantamentos recentes. O PoderData/Aya registra 51% a 49% para Flávio, e a
BTG/Nexus, 52% a 48%. AtlasIntel, Datafolha, Ipespe e DataTrends também mostram
vantagem numérica de Flávio. Na Vox Brasil, Lula aparece à frente, com 50,86%
contra 49,13%.
Pesquisas eleitorais são retratos do momento
e não garantem o resultado das urnas. A decisão será dos eleitores no dia 25 de
outubro.
Dois pontos para checar antes de publicar: a diferença da Gerp para os outros institutos (vale citar mais de uma pesquisa, como acima) e o fato de o card ser material de divulgação da deputada, não do instituto.

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