Falta de ação do poder público
preocupa quem convive com o problema diariamente
Quem circula pelas ruas de Jucuruçu percebe
rapidamente: a quantidade de cães soltos cresce a cada dia. Em praças,
calçadas, portas de comércios e até próximo a escolas, os animais circulam em
grupos, reviram lixo, atravessam a pista de forma imprevisível e, em alguns
casos, assustam pedestres. Para moradores, a situação se tornou insuportável, e
a reclamação é uma só: ninguém faz nada.
Moradores relatam medo e
transtornos
Segundo relatos recebidos pelo Jucurunet, o problema afeta o dia a dia de diferentes formas: sacos de lixo rasgados, risco de acidentes de trânsito envolvendo motociclistas, latidos e brigas à noite e receio de ataques, principalmente de crianças e idosos.
Há também uma preocupação de saúde pública.
Animais sem acompanhamento veterinário podem transmitir doenças como raiva e
leishmaniose, além de sofrerem com fome, doenças e maus-tratos.
Nenhuma providência visível
Os moradores afirmam que, mesmo com o problema evidente, não há ações visíveis do poder público para recolher os animais, promover castração ou incentivar a adoção. Segundo eles, reclamações feitas informalmente não resultaram em atendimento.
O que diz a lei
O controle de animais abandonados é
responsabilidade do poder público municipal, no âmbito da saúde pública e da
proteção animal. A Lei Federal nº 14.228/2021 proíbe a eliminação de cães e
gatos saudáveis por órgãos de controle de zoonoses, o que torna ainda mais
necessárias medidas permanentes como:
- castração em massa e gratuita;
- vacinação antirrábica e identificação dos animais;
- campanhas de adoção responsável;
- abrigo ou parceria com protetores e ONGs;
- fiscalização e orientação aos tutores que deixam seus animais
soltos.
Vale lembrar que abandonar animais é crime de
maus-tratos, previsto na Lei nº 9.605/1998, com pena agravada para cães e
gatos.
O que a população pode fazer
Enquanto não há solução, moradores podem
formalizar reclamações na Prefeitura e na Câmara de Vereadores, pedindo
protocolo, e acionar o Ministério Público, que pode cobrar do município a
adoção de medidas. Tutores também têm papel essencial: castrar, vacinar e não
deixar os animais soltos na rua.
O Jucurunet seguirá acompanhando o caso e cobrando respostas das autoridades.






