Pelo segundo ano consecutivo, a tradição da
ceia de Sexta-Feira Santa terá um vazio na mesa de centenas de famílias em
Jucuruçu. Enquanto municípios vizinhos mantiveram o compromisso social da
distribuição de pescados, a gestão do prefeito Ariovaldo de Almeida Costa, o
"Lili", optou por não realizar a entrega do alimento, essencial para
os moradores em situação de vulnerabilidade.
A ausência do benefício
causa estranheza e revolta, uma vez que o peixe da Semana Santa é um costume
religioso e cultural profundamente enraizado na região. Para muitos, essa era a
única oportunidade de garantir a proteína para o prato da família durante o
período quaresmal. O contraste com as cidades vizinhas é gritante: diversos
gestores regionais conseguiram organizar a logística e o orçamento para honrar
a tradição, deixando Jucuruçu em um isolamento administrativo que penaliza os
mais necessitados.
Nas ruas e redes sociais,
o sentimento é de abandono. Moradores questionam o destino dos recursos que
deveriam ser aplicados em assistência social. "É triste ver que em todo
lugar teve peixe, menos aqui na nossa cidade", desabafa um morador que preferiu
não se identificar. A falta de sensibilidade com o período sagrado reforça o
distanciamento entre o gabinete municipal e as carências reais da população da
sede e dos povoados.
Até o momento, a
prefeitura não emitiu uma nota oficial detalhando os motivos técnicos ou
financeiros para a suspensão da entrega. Enquanto o silêncio impera nos órgãos
públicos, a população de Jucuruçu amarga a quebra de uma tradição que, mais do
que uma doação, representa respeito e dignidade para quem mais precisa. O
espaço segue aberto para os esclarecimentos da gestão municipal sobre o caso.
Por/Jucurunet
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