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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

'Rei do Lixo' e outros 24 investigados por desvio de emendas parlamentares são indiciados pela PF


O empresário baiano José Marcos Moura, mais conhecido como "Rei do Lixo", e outras 24 pessoas foram indiciados pela Polícia Federal (PF), por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17). 

Segundo a investigação, o grupo teria atuado em fraudes licitatórias, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Eles foram alvos da Operação Overclean, deflagrada pela corporação entre 2024 e janeiro deste ano. 

Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na Bahia, também estão entre os indiciados desta segunda. 

Em contato com a reportagem, o advogado de Lucas Maciel informou que não tinham sido notificados sobre o indiciamento. A reportagem tentou contato com as defesas dos outros envolvidos, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. 

Foi apurado também que a investigação que envolve os deputados federais Vicentinho Júnior (PSDB), do Tocantins, Elmar Nascimento (União), Felix Mendonça (PDT) e Dal Barreto (União), da Bahia, ainda está em andamento. 

As etapas da operação 👇 

Primeira fase 

👉 A primeira fase da Operação Overclean foi deflagrada no dia 10 de dezembro de 2024. Segundo a Polícia Federal (PF), servidores públicos facilitavam a vitória de empresas previamente escolhidas, que superfaturavam contratos, abrindo caminho para o desvio do dinheiro. 


Na ocasião, 59 mandados judiciais foram cumpridos e 16 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e Goiás. 

Entre os presos estavam José Marcos Moura, empresário conhecido como "rei do lixo", e o vereador Francisco Manoel do Nascimento Neto, o Francisquinho Nascimento, da cidade de Campo Formoso. 

Na época, a polícia já apurava uma movimentação de R$ 1,4 bilhão envolvendo contratos, principalmente com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Bahia. 

O vereador foi flagrado pela Polícia Federal jogando uma sacola com mais de R$ 220 mil em dinheiro pela janela. 

Segunda fase 

👉 Treze dias depois, a PF deu início à segunda fase. Na ocasião, foram presos o então vice-prefeito de Lauro de Freitas, Vidigal Cafezeiro (Republicanos), e outras três pessoas. 

Terceira fase 

👉 No dia 3 de abril do ano passado, a PF deflagrou a terceira fase da operação. Entre os alvos, estavam novamente o "rei do lixo" e o ex-secretário de Educação de Salvador e então secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral. 

Quarta fase

👉 Na quarta fase da Overclean, no dia 27 de junho, R$ 3,2 milhões foram apreendidos no armário do ex-prefeito de Paratinga, Marcel José Carneiro de Carvalho (PT). 

O prefeito de Ibipitanga, Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira (PT), e o prefeito de Boquira, Alan Machado França (PSB), também foram investigados nessa fase. 

Quinta fase 

👉 No quinto momento da operação, deflagrada no dia 17 de julho, o foco foi o uso irregular de emendas parlamentares repassadas pelo deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), que não foi alvo da operação. 

Na ocasião, cédulas de R$ 20 foram encontradas em um sapato que estava na casa de Francisquinho Nascimento. Elmo Nascimento, prefeito de Campo Formoso e irmão do deputado Elmar, também foi alvo da PF. 

Sexta fase 

👉 No dia 14 de outubro do mesmo ano, a sexta fase da ação mirou o deputado federal Dal Barreto (União Brasil). Ele teve o celular apreendido pela PF no Aeroporto Internacional de Salvador. 

Sétima fase 

👉 Na sétima fase da operação, ocorrida no dia 16 de outubro, o prefeito de Riacho de Santana, Dr João Vítor (PSD), foi afastado do cargo, e o prefeito do município de Wenceslau Guimarães, Gabriel de Parísio (MDB), foi preso por posse ilegal de arma de fogo. 

Oitava fase 

👉 No dia 31 de outubro, a oitava fase da Operação Overclean cumpriu 5 mandados fora da Bahia. 

Nona fase 

👉 Apontado como principal alvo dessa fase da operação, o deputado federal baiano Felix Mendonça Jr (PDT) teve nove mandados de busca e apreensão cumpridos contra ele. Na nona fase da ação, também foi feito o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Os investigados poderão responder pelos crimes de: 

organização criminosa; 

corrupção ativa e passiva; 

peculato; 

fraude em licitações e contratos administrativos; 

além de lavagem de dinheiro. 

Fonte: G1

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