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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

LUTO EM TEIXEIRA DE FREITAS: Morre Maria Bernarda, reconhecida como a primeira professora de Teixeira de Freitas


Teixeira de Freitas: A história de Teixeira de Freitas perdeu, na madrugada desta quinta-feira, 17 de setembro, uma de suas personagens mais importantes. Faleceu, aos 82 anos, Maria Bernarda Batista, reconhecida em registros da memória local como a primeira professora a lecionar em Teixeira de Freitas. 

Uma testemunha da formação da cidade 

Nascida em 16 de março de 1944, Maria Bernarda acompanhou de perto uma Teixeira muito diferente da cidade que conhecemos atualmente. Sua atuação como educadora remonta à década de 1960, quando a localidade ainda era um pequeno povoado e enfrentava dificuldades de infraestrutura e acesso à educação. 

Uma reportagem publicada em 2024 pelo SulBahiaNews, a partir de registros históricos resgatados na internet, destacou Maria Bernarda como a primeira professora da localidade e lembrou as dificuldades enfrentadas por ela para ensinar as crianças naquele período. 

O contexto histórico 

Para compreender a dimensão da trajetória de Maria Bernarda, é preciso voltar ao início da própria Teixeira de Freitas. O povoamento da região ganhou força na década de 1950, impulsionado principalmente pela exploração e pelo comércio de madeira. A localidade chegou a ser conhecida como São José do Itanhém, além de denominações populares como Tira-Banha. 

Em 1957, passou a receber o nome de Teixeira de Freitas, homenagem ao estatístico baiano Mário Augusto Teixeira de Freitas. 

Foi justamente nesse cenário de formação e crescimento que Maria Bernarda começou a construir sua história na educação. Na década de 1960, enquanto o povoado recebia novos moradores e começava a se transformar, ela estava entre aqueles que assumiram a missão de ensinar. 

O registro histórico publicado sobre a educadora relata que as condições eram bastante diferentes das encontradas nas escolas atuais, com poucos recursos e dificuldades logísticas. 

O crescimento de Teixeira 

Teixeira cresceria de forma acelerada nas décadas seguintes. O Censo de 1970 contabilizou cerca de 8 mil habitantes e, em 1980, a população já ultrapassava 40 mil, crescimento relacionado também à implantação da BR-101 e à expansão econômica regional. 

Maria Bernarda, portanto, ensinou quando Teixeira ainda estava construindo suas primeiras páginas. 

Memória e legado 

A educadora também deixou registros importantes sobre os costumes da antiga comunidade. Segundo levantamento, em entrevista concedida à Revista Teixeira de Freitas, em 1985, Maria Bernarda falou sobre os antigos festejos juninos e sobre a festa dedicada a São Pedro, preservando lembranças de uma época que hoje faz parte da memória histórica teixeirense. 

Uma fotografia antiga da professora voltou a circular anos depois nas redes sociais. O registro havia sido publicado, em maio de 2016, no Museu Virtual de Teixeira de Freitas pelo saudoso Cley Brito. A imagem despertou lembranças de moradores que recordaram a importância da professora na formação de gerações. 

Quando Teixeira de Freitas finalmente conquistou sua emancipação, através da Lei Estadual nº 4.452, de 9 de maio de 1985, Maria Bernarda já carregava décadas de participação na construção educacional e social daquela comunidade que havia se transformado em cidade. 

Velório e sepultamento 

Conforme as informações divulgadas pela família, o velório de Maria Bernarda Batista será realizado nesta sexta-feira, 18 de setembro, das 12h20 às 16h10, no Colina dos Ipês Suzano, em Suzano, São Paulo. O sepultamento está marcado para 16h20, no mesmo local. 

Despedida 

A morte de Maria Bernarda representa a despedida de uma testemunha privilegiada das primeiras décadas de Teixeira de Freitas. Antes das grandes avenidas, das faculdades e da estrutura de uma cidade que se tornou referência no Extremo Sul da Bahia, havia pessoas ensinando, trabalhando e ajudando a construir aquela pequena comunidade. 

A professora se vai aos 82 anos, mas permanece na história de uma cidade que ajudou a educar desde os seus primeiros passos. 

Homenagem 

O Liberdade News manifesta sentimentos aos familiares, amigos, ex-alunos e a todos que tiveram a oportunidade de conviver com Maria Bernarda Batista. 

Nossa equipe conversou com Carpergiane Rangel, conhecido como Carpê do Dallas e do Pit Stop, que foi aluno da professora Maria Bernarda. Ele lembrou histórias e deixou seus sentimentos a amigos e familiares da saudosa professora. 

Descanse em paz, professora Maria Bernarda. Sua história continuará fazendo parte da história de Teixeira de Freitas./LiberdadeNews

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