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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Discussão por causa de poda de mangueira termina com dois mortos em zona rural de Minas Gerais

 

Uma discussão motivada pela poda de uma mangueira terminou com dois homens mortos na zona rural de São Domingos das Dores, em Minas Gerais. O caso ocorreu na região do Córrego do Belém e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, o conflito começou durante uma discussão relacionada à poda de uma árvore localizada próxima à divisa entre duas propriedades rurais.

Eberton Silvestre Guimarães Barros, de 41 anos, havia ido ao local acompanhado do filho, de 19 anos, para realizar a poda. Durante o desentendimento com o vizinho, Miguel Chagas da Silva, de 75 anos, teria ocorrido o primeiro disparo.

Conforme o registro policial, Miguel teria sacado um revólver e atirado contra Eberton. O momento da discussão e dos disparos teria sido registrado em vídeo pelo filho da vítima.

Eberton foi socorrido com vida e encaminhado para uma unidade hospitalar em Caratinga, mas não resistiu aos ferimentos.

Filho reage e atira contra o idoso

Após o primeiro disparo, segundo a versão apresentada à polícia, Miguel teria se aproximado do jovem ainda portando a arma. Os dois entraram em luta corporal, e o rapaz conseguiu tomar o revólver.


Ainda de acordo com o depoimento prestado pelo jovem, Miguel teria continuado a agressão. Nesse momento, o rapaz efetuou um disparo contra o idoso, que morreu no local.

Após a ocorrência, policiais localizaram o filho de Eberton. Segundo a Polícia Militar, ele se apresentou espontaneamente, não ofereceu resistência e entregou a arma utilizada no confronto. O jovem foi ouvido pela Polícia Civil e liberado.

Defesa sustenta legítima defesa

Em nota divulgada à imprensa, o advogado Cairo Gianini afirmou que a defesa considera que o jovem agiu em legítima defesa ao reagir à agressão contra o pai e ao risco que, segundo a versão apresentada, também passou a enfrentar.

De acordo com o defensor, vídeos, depoimentos de testemunhas e o interrogatório do jovem seriam compatíveis com a tese apresentada desde o início da investigação.

Questionado sobre a possibilidade de a Polícia Civil concluir o inquérito e indiciar o rapaz por homicídio, o advogado afirmou acreditar que isso não deverá ocorrer.

A defesa declarou ter convicção de que o inquérito será arquivado diante dos elementos que, segundo o escritório, comprovariam a legítima defesa. A manifestação, entretanto, representa a posição da defesa e não antecipa a conclusão da investigação policial ou de eventual processo judicial.

Defesa pede cautela

O escritório informou que não divulgará nomes ou outras informações que possam ampliar a exposição das famílias envolvidas. Para a defesa, o episódio representa uma tragédia que atingiu duas famílias.

O advogado também descreveu o jovem como um rapaz religioso e profundamente abalado pelas mortes. Segundo a defesa, a tese de legítima defesa não foi construída posteriormente, mas apresentada desde o início.

A defesa destacou ainda a atuação dos policiais militares que atenderam a ocorrência e pediu cautela na análise do caso, ressaltando que a comoção provocada pelas duas mortes não deve substituir a avaliação das provas.

Investigação continua

A Polícia Civil instaurou um inquérito na Delegacia de Inhapim para esclarecer a dinâmica do confronto e as circunstâncias das duas mortes.

A perícia esteve na propriedade, enquanto os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Caratinga.

A investigação deverá analisar vídeos feitos no local, depoimentos de testemunhas, exames periciais e demais elementos capazes de esclarecer a sequência dos disparos.

A conclusão do inquérito deverá indicar se os elementos reunidos são compatíveis com a tese de legítima defesa apresentada pela defesa ou se haverá eventual responsabilização criminal do jovem.

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade criminal do rapaz.

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