Teixeira de Freitas: A Prefeitura de Teixeira de Freitas virou centro de um escândalo no extremo sul da Bahia ao tentar fechar um contrato milionário de R$ 55 milhões para a limpeza urbana. O negócio, que deveria ser uma disputa justa de preços para economizar o dinheiro do povo, virou alvo do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) após um rastro de manobras suspeitas, regras "amarradas" e forte indício de jogo de cartas marcadas.
As Principais Irregularidades Sob Investigação
* O 'Golpe' do Prazo de 24 Horas: A prefeitura exigiu um projeto técnico gigante e ultra complexo — com mapas, rotas de caminhões e softwares. Inicialmente, deu 5 dias úteis, mas reduziu de surpresa para apenas 24 horas. Quem não tinha o material pronto antes acabou fora da disputa, o que beneficia diretamente quem já sabia o que viria no edital.
* A 'Trituração' dos Concorrentes: Usando uma avaliação com critérios vagos e subjetivos (como julgar se o texto do projeto estava "claro"), a comissão da prefeitura eliminou 22 empresas de uma vez só, deixando o caminho livre para um único consórcio ganhar a bolada.
* Sorteio 'De Fachada' e Propostas Identicas: Em uma coincidência inacreditável que levanta suspeita de combinação de cartas ou cartel, todas as 22 empresas desclassificadas apresentaram propostas com os exatos mesmos valores. A comissão chegou a fazer um sorteio inútil entre elas, mesmo sabendo que todas já tinham sido jogadas para fora do certame.
* Prefeitura Exigiu o Que Ela Mesma Não Tinha: Para piorar a situação, a gestão municipal exigiu dados geográficos detalhados da cidade para a montagem dos planos de trabalho, mas acabou confessando ao Tribunal de Contas que ela própria não possui esses mapas nem o projeto básico da cidade, jogando uma obrigação que é do governo nas costas das empresas.
* Contas Que Não Fecham: As empresas denunciantes apontaram uma "caixa-preta" nos números, com planilhas de impostos com valores impossíveis de conciliar, custos escondidos e regras de preços que travam os orçamentos sem dar transparência de onde os valores foram tirados.
O Lado da Prefeitura e o Bloqueio da Justiça
Pressionado, o prefeito Marcelo Belitardo alegou que a complexidade da limpeza da cidade justificava a "peneira" dura e a cobrança dos mapas e planos detalhados. No entanto, a Conselheira do TCM, Camila Vasquez, mandou congelar o processo imediatamente e exigiu explicações urgentes antes que os R$ 55 milhões saiam dos cofres públicos para pagar um contrato sob forte suspeita de fraude./Liberdadenews
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