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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Bastidores políticos levantam debate sobre possível inelegibilidade da ex-prefeita Uberlândia Carmos Pereira

 


Bastidores da política de Jucuruçu são movimentados por rumores sobre possível inelegibilidade de Uberlândia Carmos Pereira

Nos últimos dias, os bastidores da política de Jucuruçu voltaram a ficar agitados. O motivo são os rumores que circulam na cidade acerca de uma possível inelegibilidade da ex-prefeita Uberlândia Carmos Pereira.

O assunto ganhou força principalmente entre lideranças políticas, apoiadores e opositores, que discutem cenários para as próximas eleições municipais e estaduais.

Em um município de forte tradição política como Jucuruçu, qualquer movimentação envolvendo nomes conhecidos desperta atenção imediata da população.

Uberlândia foi prefeita por dois mandatos e sempre manteve presença ativa no cenário político local.

Nas eleições de 2024, sua candidatura à prefeitura foi devidamente analisada pela Justiça Eleitoral e teve o registro deferido.

Isso significa que, naquele momento, não havia impedimento legal que a tornasse inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.

Ela disputou o pleito normalmente, o que reforça que, até aquela data, sua situação jurídica estava regular.

Entretanto, como ocorre com a maioria dos ex-gestores públicos, existem processos administrativos e judiciais relacionados à sua gestão.

É importante destacar que responder a processos não significa, automaticamente, estar inelegível.

Para que haja inelegibilidade, é necessário que determinados critérios legais sejam cumpridos.

Um dos principais caminhos que podem levar à perda dos direitos políticos é a rejeição de contas públicas.

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) é o órgão responsável por analisar as contas anuais dos prefeitos.

Após a emissão do parecer técnico do TCM, a decisão final sobre a aprovação ou rejeição cabe à Câmara Municipal.

Caso as contas sejam rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, pode haver inelegibilidade por oito anos.

No entanto, a rejeição precisa ser confirmada pelos vereadores.

E mais: a irregularidade apontada deve ser considerada grave e intencional.

Em anos anteriores, há registros de contas aprovadas com ressalvas e aplicação de multas administrativas.

A aprovação com ressalvas, por si só, não gera inelegibilidade.

As multas aplicadas pelos tribunais de contas também não tornam automaticamente o gestor inelegível.

Outro fator que pode gerar impedimento eleitoral é a condenação por órgão colegiado.

Isso significa que, se houver decisão de segunda instância condenando a ex-prefeita por improbidade administrativa ou crime contra a administração pública, poderá haver aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Até o momento, não há informação pública de condenação definitiva em segunda instância que a impeça de disputar eleições.

Existem ações tramitando na Justiça, mas muitas ainda se encontram em fase inicial ou de recurso.

Também há registros de processos no Tribunal de Contas da União (TCU) relacionados a convênios com recursos federais.

Esses processos analisam a aplicação de verbas da União durante sua gestão.

Para gerar inelegibilidade, seria necessário julgamento definitivo por irregularidade grave com dano ao erário.

Caso isso ocorra e não haja mais possibilidade de recurso, o nome pode constar na lista de responsáveis com contas julgadas irregulares enviada à Justiça Eleitoral.

No entanto, até a última eleição, nenhuma dessas situações impediu sua candidatura.

O deferimento de sua candidatura em 2024 foi uma demonstração formal de que não havia impedimento naquele momento.

O cenário político pode influenciar os próximos desdobramentos.

A composição da Câmara Municipal é um fator relevante.

Se houver julgamento de contas pendentes nos próximos anos, o posicionamento dos vereadores será decisivo.

A oposição pode utilizar eventuais pareceres desfavoráveis como instrumento político.

Já aliados podem atuar para defender a regularidade das contas.

O debate sobre inelegibilidade costuma ser intensamente explorado em períodos pré-eleitorais.

Em Jucuruçu, onde a política é fortemente polarizada, o tema rapidamente se espalha.

Nas redes sociais, grupos de mensagens e rodas de conversa ampliam ainda mais os rumores.

Especialistas em Direito Eleitoral explicam que a inelegibilidade não se baseia em especulação, mas em decisões formais.

Enquanto não houver decisão definitiva de órgão competente, prevalece o direito político.

É importante que a população acompanhe as informações por meio de fontes oficiais.

Consultas podem ser feitas nos sites dos tribunais de contas e da Justiça.

A transparência é fundamental para evitar desinformação.

Até o momento, o que existe são especulações nos bastidores políticos.

Não há anúncio oficial que declare Uberlândia Carmos Pereira inelegível.

Qualquer alteração em sua condição jurídica dependerá de decisão formal e publicação oficial.

A movimentação nos bastidores demonstra que seu nome ainda tem peso no cenário local.

Para aliados, ela continua sendo uma liderança relevante.

Para opositores, os processos são pontos de questionamento.

O debate deve continuar nos próximos meses.

Principalmente se houver avanço em julgamentos de contas ou processos judiciais.

A reportagem seguirá acompanhando os desdobramentos.

O espaço permanece aberto para manifestação da ex-prefeita ou de sua assessoria.

Em política, fatos concretos valem mais do que rumores.

E, até que haja decisão definitiva, qualquer cenário permanece no campo das possibilidades.

Jucuruçu segue atenta aos próximos capítulos dessa discussão.

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