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sábado, 21 de fevereiro de 2026

JUCURUÇU E SUAS PERGUNTAS SEM RESPOSTAS: PARA ONDE FORAM OS RECURSOS PÚBLICOS?

 



Nos últimos anos, a população de Jucuruçu tem convivido com uma pergunta que ecoa nas ruas, nos comércios e nas redes sociais: para onde foram os recursos que entraram no município de 2020 até a presente data?

É fato que, nesse período, os municípios brasileiros receberam repasses significativos da União, seja por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), verbas da Saúde, Educação, Assistência Social e até recursos extraordinários destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19. Em Jucuruçu, não foi diferente. O dinheiro entrou. Os repasses aconteceram. Os extratos oficiais comprovam.

Mas o que chama atenção da população é a ausência de obras de grande porte. Não há registro recente de construção de hospital novo, escola modelo, grande pavimentação estruturante ou qualquer empreendimento que simbolize avanço estrutural significativo no município.

A pergunta é simples e direta: onde estão os resultados concretos?

Moradores relatam que continuam enfrentando problemas antigos, como ruas esburacadas nos distritos e povoados, deficiência na iluminação pública, dificuldades na saúde básica e carência de investimentos estruturais na zona rural. Enquanto isso, os valores transferidos ao município ao longo desses anos somam cifras expressivas.

É importante destacar que a administração municipal, sob-responsabilidade do prefeito Arivaldo de Almeida Costa, o Lili, tem o dever legal de prestar contas à população. A transparência é um princípio constitucional da administração pública e deve ser exercida não apenas nos relatórios técnicos enviados aos órgãos de controle, mas também de forma clara e acessível ao cidadão comum.

Não se trata de acusação, mas de questionamento legítimo. A sociedade tem o direito de saber como cada centavo foi aplicado. Quanto foi investido em infraestrutura? Quanto foi destinado à saúde? Houve planejamento estratégico para o desenvolvimento do município?

Entre 2020 e 2026, o Brasil passou por momentos difíceis, é verdade. A pandemia impactou finanças e prioridades. Porém, mesmo diante das adversidades, muitos municípios conseguiram executar obras estruturantes, captar convênios e apresentar resultados visíveis.

Em Jucuruçu, a percepção popular é outra. O sentimento é de estagnação.

A Câmara de Vereadores também tem papel fundamental nesse processo. Cabe ao Legislativo fiscalizar, acompanhar contratos, cobrar relatórios e garantir que os recursos públicos estejam sendo aplicados corretamente.

O dinheiro público não pertence ao prefeito, nem aos vereadores. Pertence ao povo.

Diante desse cenário, o questionamento permanece: se os recursos entraram, por que não há obras de grande porte? Se houve investimentos, onde estão? Se foram aplicados, por que não são visíveis?

A população de Jucuruçu merece respostas claras, objetivas e documentadas.

Enquanto elas não chegam, a dúvida continua — e a cobrança também.

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Rua principal de Jucuruçu - Bahia, 3 de março de 2024.

Jucuruçu - Bahia. Pedaço bom do Brasil.