Nos últimos anos, a população de Jucuruçu tem
convivido com uma pergunta que ecoa nas ruas, nos comércios e nas redes
sociais: para onde foram os recursos que entraram no município de 2020 até a
presente data?
É fato que, nesse
período, os municípios brasileiros receberam repasses significativos da União,
seja por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), verbas da Saúde,
Educação, Assistência Social e até recursos extraordinários destinados ao
enfrentamento da pandemia da Covid-19. Em Jucuruçu, não foi diferente. O
dinheiro entrou. Os repasses aconteceram. Os extratos oficiais comprovam.
Mas o que chama
atenção da população é a ausência de obras de grande porte. Não há registro
recente de construção de hospital novo, escola modelo, grande pavimentação
estruturante ou qualquer empreendimento que simbolize avanço estrutural
significativo no município.
A pergunta é
simples e direta: onde estão os resultados concretos?
Moradores
relatam que continuam enfrentando problemas antigos, como ruas esburacadas nos distritos
e povoados, deficiência na iluminação pública, dificuldades na saúde básica e
carência de investimentos estruturais na zona rural. Enquanto isso, os valores
transferidos ao município ao longo desses anos somam cifras expressivas.
É importante
destacar que a administração municipal, sob-responsabilidade do prefeito Arivaldo de Almeida Costa, o Lili, tem o dever
legal de prestar contas à população. A transparência é um princípio constitucional
da administração pública e deve ser exercida não apenas nos relatórios técnicos
enviados aos órgãos de controle, mas também de forma clara e acessível ao
cidadão comum.
Não se trata de
acusação, mas de questionamento legítimo. A sociedade tem o direito de saber
como cada centavo foi aplicado. Quanto foi investido em infraestrutura? Quanto
foi destinado à saúde? Houve planejamento estratégico para o desenvolvimento do
município?
Entre 2020 e
2026, o Brasil passou por momentos difíceis, é verdade. A pandemia impactou
finanças e prioridades. Porém, mesmo diante das adversidades, muitos municípios
conseguiram executar obras estruturantes, captar convênios e apresentar
resultados visíveis.
Em Jucuruçu, a
percepção popular é outra. O sentimento é de estagnação.
A Câmara de
Vereadores também tem papel fundamental nesse processo. Cabe ao Legislativo
fiscalizar, acompanhar contratos, cobrar relatórios e garantir que os recursos
públicos estejam sendo aplicados corretamente.
O dinheiro
público não pertence ao prefeito, nem aos vereadores. Pertence ao povo.
Diante desse
cenário, o questionamento permanece: se os recursos entraram, por que não há
obras de grande porte? Se houve investimentos, onde estão? Se foram aplicados,
por que não são visíveis?
A população de
Jucuruçu merece respostas claras, objetivas e documentadas.
Enquanto elas não chegam, a dúvida continua — e a
cobrança também.

Nenhum comentário:
Postar um comentário